Pub

Em comunicado, a Comissão Política Distrital do PSD/Algarve afirma que são "preocupantes" as notícias que pretendem "criar ambiente para uma suposta inevitabilidade de serem impostas portagens na Via do Infante (A22), quer a pretexto de ser mais uma medida anti-crise, quer sob a alegação de se acabar com o privilégio de que o Algarve beneficia de uma auto-estrada sem pagar portagem".

O deputado do PSD e líder da distrital algarvia, Mendes Bota, disse à Lusa que o Governo "deveria respeitar o compromisso assumido e quantificado na base de critérios técnicos, de transformar previamente a EN-125 numa alternativa credível à Via Infante, situação que está longe de se concretizar, dada a suspensão das obras".

Para o deputado do PSD, a introdução de portagens na Via do Infante "terá um efeito paralisador do Algarve, com a congestão da EN 125 (requalificada ou não), pois hoje já não passa de um arruamento urbano, uma autêntica avenida ladeada de actividades económicas habitacionais".

"Somos contra a introdução de portagens na Via Infante enquanto não houver uma alternativa viável, afirmou, por seu lado, o deputado do CDS Artur Rêgo, sublinhando, todavia, que depois da requalificação da EN-125 e por solidariedade para com o resto do país pode ter ter que ser necessário colocar portagens para enfrentar o “período difícil”.

O deputado algarvio do PS, Miguel Freitas, declara também que não é favorável à medida.

"Nós acreditamos que há especificidades em cada região e que têm de ser criadas condições objetivas", disse Freitas, referindo-se claramente à requalificação da EN-125 e à implementação de um novo modelo de transportes públicos através da criação de uma autoridade regional de transportes.

Para o Bloco de Esquerda, a introdução de portagens na Via Infante representará um grave "prejuízo para o Algarve, afetando negativamente as suas populações e a economia regional, já de si a viver uma crise profunda".

Em comunicado, o BE afirma que "a proposta do Governo de fazer as populações da região do Algarve pagarem os custos dos seus erros, incluindo os do Programa de Estabilidade e Crescimento, é mais um erro e uma injustiça quando o Algarve apresenta uma das maiores taxas de desemprego do país".

Fonte da assessoria do Ministério das Obras Públicas disse à Lusa que ainda não há nenhum calendário para a introdução de portagens além das do norte do país.

Segundo o sítio da Internet do Ministério das Obras Públicas, morrem por ano cerca de 30 pessoas na EN-125, estrada com 153 quilómetros de extensão que liga Sagres a Vila Real de Santo António e considerada a segunda "mais mortífera do país".

A A22 é uma estrada com quatro faixas e uma extensão de 129 quilómetros, que atravessa a região desde a fronteira com Espanha até Lagos, já próximo do extremo Oeste do Algarve.

Lusa

Pub