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Diocese do Algarve foi a segunda com maior participação nas Jornadas Nacionais de Catequistas

A Diocese do Algarve foi a segunda do país com maior número de participantes nas Jornadas Nacionais de Catequistas que decorreram em Fátima de 26 a 28 de outubro.

A diocese algarvia participou com 71 catequistas oriundos das paróquias de Altura, Castro Marim, Conceição de Faro, Ferreiras, matriz de Portimão, Monchique, Olhão, Pechão, São Brás de Alportel, São Luís e Sé de Faro.

A iniciativa organizada pelo Departamento de Catequese do Secretariado Nacional da Educação Cristã (SNEC) sobre o tema “Ser Catequista Hoje – As dimensões da formação”, teve lugar no Centro Pastoral Paulo VI.

As Jornadas Nacionais de Catequese contaram com a participação de D. António Moiteiro, bispo de Aveiro e presidente da Comissão Episcopal da Educação Cristã e Doutrina da Fé, que salientou a importância de uma catequese cada vez mais como um “momento orgânico da fé” e enalteceu o papel dos catequistas no país.

D. António Moiteiro defendeu mesmo que a instituição do “ministério de catequista”, por parte da Igreja Católica, a exemplo do que já acontece com “o ministério de ministro extraordinário da comunhão”, de “leitor” ou de “acólito”.

Uma das caraterísticas do novo modelo de catequese que a Igreja Católica em Portugal pretende implementar é a de abandonar um modelo mais escolar para passar a um modelo mais testemunhal, de acompanhamento por parte dos catequistas aos catequizandos, de vivência e transmissão da fé.

O diácono Paulo Campino, diretor do Secretariado de Catequese de Infância e Adolescência da Diocese de Santarém, que também marcou presença nas Jornadas Nacionais de Catequese em Fátima, realçou que “mais do que ensinar doutrinas em que acreditam”, os catequitas devem “ajudar que estas doutrinas passem à vida e ajudem a transformar a vida dos outros”.
“E se nós queremos mudar o esquema da catequese, não é só a dimensão pessoal que tem que mudar, é a própria dimensão física”, sustentou o diácono Paulo Campino, referindo-se por exemplo ao número de catequizandos por sala, e às próprias condições dos espaços de catequese.

“Nós temos que ter condições boas, agradáveis, alegres, com luz, com cor, onde haja vida”, considerou o diácono Paulo Campino.

Ter um grupo mais pequeno de catequese, ou ter um com 31 crianças ou jovens, “não é a mesma coisa”, admitiu Maria Luísa Boléo, do Patriarcado de Lisboa.

“A participação e a capacidade de ir conhecendo e acompanhando mesmo é muito diferente”, disse a catequista, para quem o novo modelo de catequese pode ajudar a construir “algo indispensável” aos educadores cristãos, “que é a flexibilidade, a adaptabilidade às situações”.

“A criança que chega e que traz uma realidade que é daquele momento e que tem que ser atendida. Pode até virar de pernas para o ar a catequese toda que o catequista tinha preparado, não é que a gente faça isso no dia a dia, mas pode ter-se a capacidade de improvisar naquela altura, e para isso é preciso uma preparação muito grande”, completou.

O Departamento de Catequese do SNEC está a promover uma reestruturação nos cursos de formação de catequistas e espera implementar alguns módulos novos ainda durante este ano.

Atualmente existem cerca de 50 mil catequistas em Portugal, distribuídos pelo continente e pelos arquipélagos dos Açores e da Madeira. Na Diocese do Algarve, os catequistas são quase 1.100 para a formação de cerca de 10 mil crianças e adolescentes.

com Ecclesia

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