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Entre as justificações apresentadas, a direção do clube algarvio apresenta a conjuntura atual, “que impede a direção de dar aos seus atletas aquilo que eles verdadeiramente merecem”, os “entraves” colocados à direção “por parte de algumas entidades”, a impossibilidade de assegurar a gestão do clube “de forma amadora” e “problemas de saúde” de alguns dirigentes.

“Assim e para o bem do clube, achámos por unanimidade tomar tal posição, que estamos a dar a conhecer à imprensa, aos associados e ao público em geral. De certeza que muita gente se irá interrogar do porquê agora. A resposta é simples, porque estamos ainda no início da nova época e porque sabemos que nos bastidores existem candidatos a terem novas ideias e quem sabe novas condições financeiras para os nossos atletas”, referiu a direção, no mesmo comunicado.

Apesar de abandonarem o clube com “o sentimento do dever cumprido”, destacando a conquista da Volta a Portugal de 2011 por Ricardo Mestre, “um ciclista formado no clube”, e do “comportamento exemplar” dos corredores em iniciarem a temporada de 2013, a direção do clube tavirense assume a “mágoa” pela falta de apoio de algumas entidades.

“É pena que a cidade e os tavirenses só tenham tido orgulho neles quando ganharam a Volta e não mostrassem o mesmo sentimento quando eles foram para a estrada a ganhar o ordenado mínimo, esta é uma mágoa que nós dirigentes sentimos tal como os atletas”, salienta a direção demissionária do Clube de Ciclismo de Tavira, prometendo apoiar toda a estrutura da equipa e admitindo que esta saída “satisfaça alguém”.

A Carmin-Prio-Tavira é uma das seis formações profissionais portuguesas de ciclismo e tem como diretores desportivos os antigos ciclistas Nelson Vitorino e Nentcho Dimitrov, depois de Vidal Fitas ter abandonado as funções em setembro de 2012.

A equipa algarvia ganhou quatro edições consecutivas da Volta a Portugal, de 2008 a 2011, as três primeiras com David Blanco e a última com Ricardo Mestre.

Lusa

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