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Professor_aluno_escolaO diretor regional de Educação do Algarve admitiu ontem que há problemas na colocação de professores de ensino especial em algumas escolas de Olhão, estimando que a situação fique regularizada até ao final da semana.

O Bloco de Esquerda denunciou na terça-feira, em comunicado, que nenhuma das unidades de educação especial dos seis agrupamentos de Olhão, num total de 21 escolas, está a funcionar, o que levou a que os encarregados de educação fossem notificados para não levarem os filhos à escola até indicação em contrário.

Em declarações à Lusa, o diretor regional de Educação, Alberto Almeida, disse não saber precisar o número exato de escolas onde se verifica essa situação, garantindo que os serviços estão a trabalhar “afincadamente” para que as colocações sejam uma realidade “o mais rapidamente possível”.

Frisando que a colocação de professores é uma atribuição da Direção Geral dos Estabelecimentos Escolares (DGEstE), o responsável estimou, no entanto, que a situação deva estar resolvida até ao final desta semana, observando que os serviços regionais estão a trabalhar na validação de horários.

“Estamos a receber diariamente instruções e os nossos técnicos estão a desdobrar-se em trabalhos, muitas vezes fora de horas, no sentido de dar resposta aos pedidos”, sublinhou.

Segundo o Bloco de Esquerda, a situação “está a causar graves constrangimentos a alunos e famílias”, o que levou a coordenadora concelhia bloquista de Olhão a convocar uma reunião para a próxima quarta-feira com as associações de pais, responsáveis dos agrupamentos e membros da autarquia.

O partido dá os exemplos das escolas Secundária de Olhão e do Agrupamento de Escolas Paula Nogueira, que têm as unidades fechadas devido à falta de docentes, e ainda do Agrupamento de Escolas João da Rosa, que não está a funcionar também devido à falta de pessoal não docente.

Através da deputada Cecília Honório, o BE questionou igualmente o Ministério da Educação acerca da data prevista para o início de atividade daquelas unidades e se a tutela garante que a situação estará resolvida até ao final de setembro.

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