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O regresso da Fórmula 1 a Portugal, em outubro, com público nas bancadas do Autódromo Internacional do Algarve (AIA), é uma “grande vitória” da organização, disse hoje o diretor do circuito.

“Trouxemos a prova nas condições em que queríamos, como queríamos, na data que queríamos. É uma grande vitória”, disse Paulo Pinheiro, à margem da sessão de apresentação da prova.

O Grande Prémio de Portugal vai ser disputado no circuito algarvio entre 23 e 25 de outubro, 24 anos depois da última corrida realizada no país, em 1996, no Estoril.

“O caminho mais fácil seria ter dito sim a tudo o que nos fosse proposto e teríamos uma prova sem público, se calhar até duas, numa data que não seria o ideal para nós. Limitávamo-nos a ter o que nos tinha sido ‘dado’ e faríamos um negócio económico simpático. Não era esse o nosso objetivo”, garantiu o diretor do autódromo.

Junto dos promotores do Mundial de Fórmula 1, foi relevado o facto de Portugal estar “numa condição sanitária muito melhor do que o resto da Europa”, a crença de que o circuito algarvio “é muito melhor do que os outros circuitos” e as infraestruturas turísticas “ímpares” do Algarve.

Paulo Pinheiro elogiou o trabalho realizado com o Governo, entidades turísticas, autoridades regionais e locais e a Direção-Geral da Saúde para garantir “condições de segurança totais” para o público, nomeadamente nas acessibilidades, estacionamento e acesso às bancadas.

“Todos os passos de uma ida a uma corrida, nós pensámos, estruturámos, decidimos e criámos um modelo, sujeito a confirmação, que permitirá ter total condição de segurança”, acrescentou o diretor do autódromo.

Para já, o site oficial do autódromo está a disponibilizar um primeiro pacote de 5.000 bilhetes, com preços que vão dos 85 aos 650 euros.

O responsável do AIA assinalou que o circuito será asfaltado, antecipando uma decisão que estava prevista para 2021, e que a estrutura que lidera vai ter muito trabalho pela frente para cumprir um caderno de encargos “muito exigente”.

“Vai ser uma prova que queremos que seja muito difícil às equipas e entidades organizadoras poderem dizer que não para o próximo ano”, frisou Paulo Pinheiro, esperando que o regresso da Fórmula 1 a Portugal não seja apenas para uma prova de substituição.

Emocionado, Paulo Pinheiro confessou que o anúncio oficial do regresso da prova a Portugal e ao complexo que lidera é “o culminar de uma vida”.

“O culminar de olhar para um projeto que foi construído tendo um objetivo: ter uma prova de Fórmula 1. No ano mais impensável para a ter, conseguimos tirar melhor partido das condições que existiam”, concluiu.

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