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Docentes e investigadores do Algarve voltam a exigir progressões

Foto © Luís Forra/Lusa

Docentes e investigadores da Universidade do Algarve (UAlg) concentraram-se na segunda-feira frente à reitoria da academia, pela quarta vez desde abril, em protesto para exigir o cumprimento da lei do orçamento e do emprego científico.

Os profissionais queixam-se de ter as suas progressões remuneratórias congeladas desde o ano 2004 e reivindicam a aplicação das progressões remuneratórias de acordo com os resultados das avaliações de desempenho, exigindo igualmente a contratação de bolseiros e a integração de trabalhadores precários.

José Moreira, do Sindicato Nacional do Ensino Superior (SNESUP), disse aos jornalistas que o cumprimento da lei “é bom não só para as vítimas do não cumprimento da lei”, como, sobretudo, para as instituições, porque se vive atualmente “numa espécie de conflito latente desde a intervenção da ‘troika’, mas sobretudo desde o último ano”.

Relativamente à integração dos bolseiros, o sindicalista esclarece que, ao contrário do que se pensa, as pessoas “não vão integrar os quadros das instituições”, embora isso fizesse “muita falta”, sublinhando que existem pessoas que estão como bolseiros naquela universidade há 19 ou 20 anos.

“Não estamos a falar, ao contrário do que se diz, antes fosse, de empregos para toda a vida, o que estamos a falar é apenas de passar do contrato de bolsa para o contratos de trabalho por três anos, eventualmente prorrogável até mais três anos”, frisou.

O dirigente sindical prometeu continuar os protestos até a situação estar resolvida, apesar de admitir ter havido “alguma evolução” na posição dos reitores.

“Neste momento, o reitor da UAlg, e bem, já admitiu que as progressões remuneratórias têm de ser feitas, o problema é que ainda não houve dotação orçamental”, declarou.

De acordo com uma nota interna divulgada pelos docentes da UAlg na última quarta-feira, a que a Lusa teve acesso, o reitor da instituição, Paulo Águas, refere que as progressões remuneratórias vão ser pagas, com efeitos retroativos a 1 de janeiro.

Contudo, lê-se na nota, tal só será possível “após o necessário reforço orçamental por parte do Governo”, matéria relativamente à qual a academia algarvia está a concentrar “todos os esforços”.

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