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O Verão visita-nos há vários dias, e com ele, vêm temperaturas que nos convidam naturalmente a sair de casa. Nesta época parece que tudo ganha um sabor diferente. As saídas nocturnas aumentam e os convites para jantar numa esplanada à beira-mar também, as solicitações para partilharmos a mesa caseira dos amigos não são excepção, e as idas à praia não podem faltar. O tempo e a oportunidade estão aí, mas este não é um Verão como os passados, e sabemo-lo bem.

Sair de casa comporta riscos que não imaginaríamos ter por perto, assolando a nossa tranquilidade diária, e o prazer dumas relaxantes férias após um ano intenso de trabalho.
Perante este cenário, existem então pelos menos três possibilidades de encararmos este tempo.

1. Fazemos de conta que isto não nos diz respeito, que só bate à porta dos nossos vizinhos, e vivemos totalmente descontraídos, fazendo tudo quanto necessitamos, mas sem olharmos às consequências que daí poderão advir, porque tudo é feito sem termos em conta as recomendações de protecção.

2. Temos um medo tal que nos fechamos em casa, saindo apenas para umas compras de sobrevivência, evitando todo o tipo de lazer e de contacto social, porque o perigo está em cada esquina (e até está), mas compramos uma qualquer doença do foro psicológico.

3. Somos racionais e ponderados, reconhecendo que este é um problema de todos, onde existem responsabilidades comuns, e onde o cuidado comigo é já o cuidado que tenho pelo outro, não deixando de fazer aquilo que é necessário, mas fazendo-o com as devidas cautelas.

A última opção parece-me a mais inteligente e eficaz, se não quisermos ficar a braços com problemas que nos podem chegar devido ao peso que todas estas alterações quotidianas nos impuseram. Adoptando esta postura, somos convidados a fazer férias. É um imperativo! Se num ano comum os suspiros pelo tempo de descanso são regulares, como não desejar esses momentos nestes meses que já parecem anos? Faça férias! Por mais pequena que seja a sua viagem, saia do seu domicílio habitual, e mude de ares! Aproveite o belíssimo país que temos.

De Norte a Sul, dos Açores à Madeira, há gente que precisa e muito, do dinheiro que poderemos gastar no nosso período anual de descanso, para conseguir sobreviver o resto do ano. É gente que trabalha quando a maioria descansa, para que nos possamos regozijar com fotos aqui e ali durante esta época estival. Não nos acanhemos. O nosso turismo está preparado para nos receber com conforto e segurança, fazendo desses dias, mais distantes da residência habitual, um tempo de tranquilidade que nos ajuda a relaxar do peso dos últimos meses.

Serei tendencioso, mas, neste momento, não posso deixar de mencionar a realidade que toco e vivo, e que é testemunha do já que referi – o Algarve. É a região do país com maior procura no Verão, por portugueses e estrangeiros, à qual ninguém fica indiferente. Desde a praia ao Barrocal, ou à gastronomia, a oferta é extensa, com inúmeras actividades acessíveis a todos os gostos e carteiras.

Caro leitor, talvez nunca tenha estado no Algarve com tão pouca gente (com grande tristeza para todos aqueles que vivem do turismo). Possivelmente, de todas as vezes que aqui veio, andou stressado com o trânsito na N125, ou com as filas intermináveis para chegar à sua praia de eleição, chegando à conclusão de que gastou mais energias, do que aquelas que repôs. Eis a oportunidade de (re)descobrir o Algarve, na tranquilidade de um areal onde não estamos todos em cima uns dos outros, com miúdos e graúdos aos gritos e com música aos berros; no prazer de uma refeição degustada com calma, acompanhada por um serviço mais atencioso e personalizado, porque as filas de espera são menores ou inexistentes, permitindo que os funcionários estejam mais tranquilos e menos exaustos; num trilho pedestre em contacto com a pura natureza algarvia, que pode culminar num belo mergulho numa das múltiplas cascatas que se estendem por esta região fora; num passeio de moto 4 pela costa ou pelo interior, permitindo-lhe passar por locais que de outro modo não alcançaria; através das múltiplas actividades náuticas disponibilizadas por toda a região. Enfim, os motivos são muitos. E há mais, muito mais, mas a decisão é sua. Venha, veja, e viva!

Como afirma o slogan do turismo algarvio, “vem, o Algarve fica-te bem”.

O autor escreve de acordo com a antiga ortografia

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