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O "acordo de cavalheiros" que anulará o ato eleitoral previsto para dia 29 de abril foi confirmado à agência Lusa pelo empresário Miguel Ferreira.

O antigo vice-presidente do emblema é um dos pretendentes ao cargo de presidente do Olhanense, a par do advogado André Pereira e do atual líder do clube, Isidoro Sousa.

A reunião entre as três partes envolvidas – o vice-presidente Filipe Sousa substituiu o presidente, ausente em Itália – decorreu na passada terça-feira, na câmara de Olhão, tendo sido mediada pelo autarca Francisco Leal.

O adiamento permitirá que a direção tenha "tempo e tranquilidade" para encontrar uma solução financeira para resolver os atuais problemas financeiros, explicou a mesma fonte.

O clube algarvio deve atualmente dois meses e meio de salários e tem de pagar um mês e meio, após ser notificado pela Liga, para não ser castigado com subtração de pontos pela eventual falha ao controlo financeiro de abril.

Ainda segundo Miguel Ferreira, o acordo teve como base duas condições: o clube não pode aprovar a sociedade anónima desportiva (SAD) antes do ato eleitoral e os elementos das duas listas atualmente não ligadas ao emblema poderão analisar os seus eventuais estatutos.

O presidente da mesa da assembleia-geral do Olhanense, Filipe Ramires, disse à agência Lusa que ainda não tomou qualquer decisão sobre a data do novo ato eleitoral.

Lusa

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