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A paróquia de Nossa Senhora do Amparo, de Portimão, iniciou em 2014 um grupo de apoio a pessoas em luto com acompanhamento técnico por parte de uma psicóloga, enquadrado pela dimensão da espiritualidade.

Márcia Cunha, a psicoterapeuta que coordena o grupo de acompanhamento do luto “Amparo”, explicou à Agência Ecclesia que aquele serviço apoia pessoas diferentes, sem “dores iguais”.

“Estamos na paróquia da Nossa Senhora do Amparo, e o nome não só está de acordo com a paróquia mas é amparo que a nossa mãe do Céu nos dá, ela a amparar e o nome vem um pouco da ajuda que as pessoas em luto precisam”, refere.

Foi em março de 2014 que Márcia Cunha, depois de ter tido “um problema de saúde complicado que lhe limitou a vida”, que “bateu à porta” da paróquia para fundar um grupo de acompanhamento de pessoas em fase de luto, uma iniciativa muito bem acolhida.

A psicoterapeuta e psicóloga lembra que “não deixa de ser na Igreja que as pessoas enlutadas procuram conforto, mesmo que estejam afastadas” e na altura o pároco confessou mesmo ser procurado e “só conseguir dar o apoio espiritual”.

O grupo “Amparo” iniciou com reuniões mensais “com pessoas cheias de curiosidade” porque a “morte e o luto eram tabu”. Márcia Cunha recorda que, a “cada reunião vinha sempre alguém de novo” com quem já lá estava, e as pessoas começavam a sentirem-se à vontade para estar e falar.

“Tínhamos pessoas que vinham meses e meses sem falar até que há um dia em que pedem para falar, elas têm de sentir a vontade e a confiança para abrirem o coração; a dor é muito própria, muito característica, não há dores iguais para ninguém”, aponta.

Na cidade de Portimão, a paróquia da matriz também tem a funcionar desde janeiro de 2018 um serviço de apoio ao luto, embora específico para pais que perderam os filhos.

com Agência Ecclesia

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