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Encontro advertiu que cristãos devem ser os primeiros a incluir as pessoas com deficiência

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© Samuel Mendonça

O padre Joel Teixeira, pároco da paróquia das Ferreiras, que ontem acolheu o encontro que a Igreja Católica do Algarve realizou para pessoas portadoras de deficiência e suas famílias, advertiu que os cristãos deviam ser os primeiros a incluir as estas pessoas.

“Jesus tem uma preferência pelos marginalizados, pelos doentes, por aqueles que a sociedade rejeita. Se Jesus tem esta predileção, nós, cristãos, devíamos ser os primeiros a mostrar também essa atenção e esse amor. Se não o fazemos, não podemos exigir que outros o façam”, afirmou o sacerdote na eucaristia de encerramento daquela jornada, acrescentando, precisamente, que “ser cristão é estar atento, particularmente, aos mais necessitados”.

O presbítero frisou que “uma pessoa com uma deficiência qualquer não é menos pessoa por isso e não pode sentir na Igreja que é excluída”. “É triste e devia deixar-nos muito incomodados, enquanto Igreja, se há pessoas que se sentem excluídas por uma deficiência qualquer”, lamentou, acrescentando que “a sociedade só será mais justa na medida em que proteger os mais frágeis”. “E nós, às vezes, esquecemos isto e protegemos os fortes e esquecemos os marginalizados. Jesus não veio para os fortes e poderosos. Se não procuramos viver isto, podemos dizer que somos cristãos e ter os «carimbos» todos, mas jamais seremos fiéis à mensagem de Jesus Cristo”, advertiu.

Referindo-se ao desafio deixado à Diocese do Algarve pelo Serviço Pastoral a Pessoas com Deficiência para que faça um levantamento das barreiras arquitetónicas existentes nos seus edifícios, o padre Joel Teixeira lamentou a premência do mesmo. “Não devia ser necessário lançar este desafio. Devíamos perceber que isso é uma necessidade porque era isso que Jesus fazia. Procurarmos ajudar a que as crianças com algum problema possam vir à catequese não devia ser a exceção, mas natureza da Igreja a falar porque era assim que Jesus fazia. Enquanto não percebermos isto, não percebemos nada do que Jesus andou a fazer”, concluiu.

Após a celebração da eucaristia realizou-se no adro da igreja das Ferreiras um gesto simbólico com a largada de balões brancos com o desafio implícito ao compromisso com a inclusão das pessoas com deficiência.

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