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Não acredito em teorias de conspiração! Tem para com as teorias de conspiração o mesmo sentimento que tenho para com as bruxas! Eu não acredito nelas, mas que existem, existem!

Por isso, pouco que me importa se alguns dos nossos governantes por vezes se reúnem em festas de amigos onde costumam usar aventais dourados e colares exuberantes. O que cada faz na sua vida privada não interessa ao público em geral. A não ser que, – e aqui começa a fronteira ténue entre a realidade e a teoria da conspiração –, o que cada um faz na sua vida privada tenha influência negativa na forma como exerce a sua função pública, no seu carácter ou na sua consciência de bem comum.

Por isso, a propósito da recente polémica sobre a influência da maçonaria na política portuguesa defendo que ninguém tem a obrigação de afirmar publicamente se pertence ou não a qualquer grupo maçónico. Agora a pertença a essa instituição ou a outra instituição qualquer, não pode, nem deve ser tida em consideração para a avaliação das capacidades, competências, honestidade e carácter de qualquer pessoa que se candidata ou já exerce um cargo público.

Deixo um conselho para aqueles que se preocupam com as teorias da conspiração. Não se preocupem com a Maçonaria Portuguesa! A sua influência é demasiado circunscrita. Por vezes não passa de meros jogos de poder e interesse em Portugal. Outrora implementou a república, agora nem conta da república consegue tomar! Preocupem-se antes com o “Clube de Bilderberg”! Esse sim é verdadeiramente importante, apesar de não ter aventais nem colares exuberantes. Quem não sabe o que é, investigue. Pouco vai continuar a saber, mas ao menos pode ficar desperto para a verdadeira realidade!

Miguel Neto
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