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Escuteiros algarvios prestaram apoio no combate ao incêndio de Monchique

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

Os membros algarvios do Corpo Nacional de Escutas (CNE) deram desde a primeira hora apoio às populações e aos combatentes do incêndio que fustigou particularmente o concelho de Monchique, mas também os de Silves e Portimão, no início do mês passado.

Em declarações ao Folha do Domingo, o chefe regional do CNE explicou que o primeiro agrupamento do CNE a prestar auxílio foi, naturalmente, o 383 de Monchique, seguindo-se o 159 de Portimão e vários outros da região algarvia. “Assim que começaram os fogos, a equipa de proteção civil do [Agrupamento] 159 avançou imediatamente para fazer as refeições. Foram os primeiros a avançar e, logo de imediato, foi o Agrupamento 1398 de Nossa Senhora do Amparo [Portimão] que se foi juntar no quartel [dos bombeiros] para orientar o recebimento dos bens que iam entregando”, contou o chefe José Cercas Vicente.

Aquele dirigente lembrou que o movimento escutista inclui o Departamento Nacional de Proteção Civil e Segurança do CNE que é o organismo que garante o apoio de retaguarda em situações de necessidade despoletadas por episódios de intervenção das entidades de proteção civil no teatro de operações. José Cercas Vicente explicou que os agrupamentos não avançam com ações de apoio sem o pedido daquele departamento, constituído por unidades locais designadas Equipas de Apoio de Retaguarda.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

“Assim que nos disseram que podíamos avançar, a Junta Regional do Algarve, através do Departamento Regional de Proteção Civil e Segurança, avançou logo com contactos com vários agrupamentos e logo alguns deles se dispuseram e avançaram para Monchique”, relatou.

A ação dos escuteiros do CNE (e de outros movimentos como a Associação Guias de Portugal) foi então, sobretudo, realizada na retaguarda dos bombeiros, na manutenção operacional do aquartelamento e no apoio alimentar com a confeção e embalamento de refeições, na recolha e triagem de donativos e ainda no apoio a evacuações e no suporte alimentar a deslocados.

O contingente do CNE em Monchique foi reforçado no dia 11 de agosto com mais algumas equipas que avançaram para colaborar no levantamento dos bens perdidos.

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