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Especialista destaca “capital de boa vontade” que a catequese pode ajudar a gerar junto das famílias

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

O padre Rui Alberto, doutorado no âmbito da Teologia com especialidade em Pastoral Juvenil e Catequética, considera que a catequese pode ajudar a gerar um “capital de boa vontade” junto das famílias.

Aquele sacerdote salesiano, especialista em catequese e pastoral juvenil, que veio ao Algarve no passado dia 7 deste mês apresentar o novo itinerário catequético de educação à fé, disse ao Folha do Domingo que o projeto também procura “envolver o mais possível as famílias naquilo que podem dar”, tendo em conta que hoje “são muito diferentes”, incluindo no seu “perfil religioso”.

“Há famílias fortemente comprometidas; há famílias que, não estando comprometidas, têm uma abertura e uma generosidade grande ao anúncio da fé para os seus filhos e para os próprios adultos; há famílias indiferentes; e há famílias hostis”, constatou, acrescentando que “não vale a pena pedir a uma família desmotivada, em crise, uma pertença e uma participação eclesial altíssima”.

Ao invés disso, aquele responsável apelou a “um pouco de bondade e de compreensão”, para “criar uma relação de amizade e respeito com as famílias” e para que os catequistas possam ser “pessoas que as famílias apreciam” porque ajudam à “educação e ao bem-estar” dos seus filhos. “Isso gera-nos um capital de boa vontade que pode ser muito interessante”, considerou, evidenciando o atual contexto de relação das famílias com a Igreja.

“Calculamos que em Portugal, em média, há cerca de 18 a 20% de pessoas que vai à missa ao domingo. Na faixa dos adultos jovens, 25-40 anos – que são as pessoas que têm filhos em catequese – essa percentagem é bastante mais baixa, mas temos 50% das crianças em Portugal (possivelmente até mais) que vai à catequese. Significa que há uma altíssima percentagem de pais que não vai à missa – sendo o indicador que é de prática ou de pertença religiosa –, mas que, mesmo assim, se disponibiliza para ter as crianças na catequese”, constatou, admitindo que possa haver “motivações muito confusas”. “Eu sinto-me contente com isso. Pode ser pouco, mas do pouco Deus tem o poder de fazer muito”, acrescentou.

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