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Tendo em conta o risco de um possível desastre ambiental no Algarve, idêntico à que ocorreu recentemente no Golfo do México, o deputado Mendes Bota pediu ao Governo para não assinar os contratos de exploração petrolífera do Deep Offshore "Bacia do Algarve: Áreas Lagosta e Lagostim".

À margem da apresentação do programa de eventos "Allgarve 2010", que decorreu hoje na sede do Turismo do Algarve, em Faro, Bernardo Trindade explicou que a estratégia que o Governo tem para a área da energia passa "essencialmente pelo reforço da nossa capacidade de gerar fontes de energia renováveis e é isso que está a acontecer um pouco por todo o país quer ao nível da energia hídrica, quer ao nível das energia solar ou eólica".

Questionado pela Lusa para reagir ao pedido do deputado Mendes Bota para que o Governo não celebre contrato da exploração petrolífera no Algarve, o secretário de Estado do Turismo disse que essas são "questões laterais" e que "neste momento não estão em discussão", nem "merecem comentário".

Segundo o deputado Mendes Bota, "é altamente preocupante que a Direcção Geral de Energia e Geologia anuncie que os contratos de concessão para as Áreas Lagosta e Lagostim, do Deep Offshore ‘Bacia do Algarve’, já adjudicadas, deverão em breve ser assinados com as empresas Repsol Exploración e RWE Dea AG, em consórcio".

A Bacia do Algarve é uma área marítima fronteira que envolve todo o Parque Natural da Ria Formosa, desde Quarteira a Monte Gordo.

Num requerimento na Assembleia da República, o deputado algarvio questionou também o Governo sobre o montante negocial envolvido na cessão da posição contratual do contrato de concessão de pesquisa e exploração petrolífera do Deep-Offshore "Bacia do Alentejo: Áreas Lavagante, Santola e Gamba" ao consórcio formado pelas empresas Petrobras e Petrogal.

Lusa

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