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Famílias das paróquias da vigararia de Portimão peregrinaram à ermida de Nossa Senhora de Guadalupe

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Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

As famílias das paróquias que constituem a vigararia de Portimão peregrinaram no passado sábado à ermida de Nossa Senhora de Guadalupe, no concelho de Vila do Bispo.

Com cerca de 250 participantes, oriundos das paróquias de Aljezur, Bensafrim, Estômbar, Lagoa, matriz de Portimão, Mexilhoeira Grande, Monchique, Nossa Senhora do Amparo de Portimão, Raposeira, Sagres, Santa Maria de Lagos e do vicariato da Pedra Mourinha de Portimão, a peregrinação teve início na igreja da Raposeira, com a oração da manhã.

“Estamos no mês de Maria e esta nossa manhã vai ser uma homenagem a Nossa Senhora”, antecipava um dos organizadores da iniciativa que também é um dos párocos da paróquia de Nossa Senhora do Amparo. “Vamos em direção a um sítio lindíssimo, dos mais bonitos que existem no Algarve em termos não só de beleza natural, mas sobretudo de testemunho de fé”, complementou o padre Nuno Tovar de Lemos em alusão ao facto de aquela ermida medieval ter sido um importante centro de peregrinações.

O sacerdote lembrou que aquela devoção mariana remota ao século IV, quando, em Espanha, “um pastor descobriu no campo uma imagem de Nossa Senhora atribuída ao próprio São Lucas”. “Espalhou-se e muito rapidamente chegou cá a Portugal”, sustentou, acrescentando que aquela ermida “provavelmente foi dos primeiros santuários dedicados a Nossa Senhora de Guadalupe, uma grande protetora dos navegantes”.

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Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

Na oração, presidida pelo pároco das paróquias de Sagres, Raposeira e Vila do Bispo, o sacerdote sublinhou o caráter mariano da peregrinação. “Vamos ao encontro daquela que é a nossa Mãe. Vamos a caminho, seguindo Maria”, observou o padre José Chula, lembrando que a Mãe de Jesus “sempre se colocou ao serviço, a caminho e ao encontro do outro”. Como exemplo dessa atitude, evidenciou a leitura da oração sobre a visitação a Isabel. “Tal como Maria foi em busca da sua prima, sabendo que ela necessitava de ajuda, que a nossa atitude seja a mesma”, apelou, pedindo também a cada um que procure “perceber de que forma é que o Senhor vai pedindo o contributo diário”. “Tal como pediu naquele tempo a Maria que fosse ajudar a sua prima Santa Isabel, assim também o Senhor tem para nós uma missão e um projeto. Deixemos que Maria vá tocando o nosso coração e nos vá apontando o caminho a Jesus”, concluiu.

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Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

Antes da caminhada por um caminho interior de cerca de três quilómetros com alguns troços pela Via Algarviana, o padre Nuno Tovar de Lemos lembrou que “numa peregrinação, o ato religioso é o ato de caminhar e a maneira como se caminha em direção a um destino sagrado ou a um santuário”. O sacerdote jesuíta explicou que a primeira parte seria mais descontraída, feita em relação uns com os outros e com a natureza, e a segunda em silêncio e recolhimento, com a oração do rosário.

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Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

O sacerdote pediu ainda a cada peregrino que recolhesse uma pedra do caminho como símbolo do ato penitencial de tantas «pedras atiradas» aos outros. “Tanta coisa que a gente tem que deixar neste caminho até chegarmos à ermida de Nossa Senhora de Guadalupe”, acrescentou, desafiando à conversão, sobre as pedras que seriam depois oferecidas no momento do ato penitencial da eucaristia.

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Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

O grupo dos peregrinos foi encabeçado pela cruz e pelo ramo com as rosas de cores diferentes, levadas por cada uma das paróquias presentes para oferecer a Nossa Senhora. Chegados à segunda metade do percurso, o padre Nuno Tovar de Lemos lembrou que uma peregrinação faz-se “como se fosse uma réplica da vida”. “Caminhamos em direção a um santuário como quem caminha na vida em direção ao céu”, comparou, deixando uma proposta. “Que cada um de nós imagine que vai a caminhar ao encontro de Deus”, concretizou.

Na eucaristia que teve lugar na ermida de destino, o sacerdote pediu aos peregrinos para copiarem três atitudes de Maria. O padre Nuno Tovar de Lemos, que presidiu à celebração, desafiou os presentes a serem “pessoas atentas”, a serem “capazes de pensar com o coração” e a saberem se “relacionar com os outros”.

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Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

A celebração terminou com a consagração das famílias a Maria. “Consagrarmo-nos a Nossa Senhora é fazermos duas coisas: por um lado, pormo-nos debaixo do seu manto, da sua proteção e, por outro, dispormo-nos a que ela nos diga: «Fazei tudo o que Ele vos disser. É dispormo-nos a seguir com mais força o caminho do seu filho Jesus”, explicou.

Os peregrinos seguiram depois de autocarro ou de carro para a igreja matriz de Vila do Bispo, onde fizeram a sua oração pessoal diante da relíquia de São Vicente, mártir e padroeiro da Diocese do Algarve. “Se a Nossa Senhora viemos buscar a sabedoria interior, a São Vicente agora vamos buscar a força para a missão”, referiu o padre Nuno Tovar de Lemos, lembrando que o diácono foi “um homem com uma coragem extraordinária”. “Diante das relíquias, cada um peça a Deus a força que mais precisa neste momento para a sua missão”, pediu.

A peregrinação vicarial terminou com o almoço partilhado na Santa Casa da Misericórdia de Vila do Bispo.

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