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Uma oferta diversificada e direcionada para os mercados espanhol e português é a aposta para o fim de ano no Algarve, onde os hoteleiros esperam estadias menores por coincidir com uma quarta-feira, não permitindo fazer ‘ponte’.

O presidente da Região de Turismo do Algarve (RTA), João Fernandes, disse à agência Lusa que a região conta com um “cartaz apelativo”, publicitado “sobretudo junto dos mercados espanhóis mais próximos, como Huelva e Sevilha”, considerando que este trabalho abre perspetivas “animadoras”.

O presidente da Associação de Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA), Elidérico Viegas, apontou para ocupações próximas das do ano passado, com as unidades que trabalham com o mercado português a poderem “atingir taxas de 100%”, mas frisou que as estadias vão ser menores porque a data festiva coincide com uma quarta-feira, impedindo a realização de ‘pontes’.

João Fernandes afirmou que o Turismo do Algarve quis aproveitar o facto de o fim de ano ser, habitualmente, “um momento de grande atratividade para o Algarve” e lançou uma “campanha multi meios” para os espanhóis da região da Andaluzia se deslocarem ao Algarve durante o período de Natal e de passagem de ano.

“A ideia é dar a conhecer aquilo que o Algarve tem para oferecer e sabemos que os espanhóis, sobretudo desta zona da Andaluzia, têm apetência para nos visitar neste período e, por isso, destacámos algumas das principais ofertas que vão ao encontro das preferências do público espanhol”, argumentou.

O presidente da RTA destacou a “grande adesão dos andaluzes” a “mercados tradicionais”, sublinhando que a oferta da região abrange os “mercados de Natal de Monchique, Vale do Lobo e Lagoa,” sinalizando, também, o “grande investimento que algumas câmaras fizeram na iluminação natalícia”.

João Fernandes deu como exemplos as cidades de Albufeira, “que tem mais de 50 milhões de lâmpadas que enfeitam as ruas e as freguesias”, e Olhão, que “adornou as principais artérias e edifícios, incluindo também os mercados ou o Caíque do Bom Sucesso, já em plena Ria Formosa”.

Os presépios de Vila Real de Santo António, com mais de 5.500 figuras, o de Castro Marim, com 10 toneladas de sal, os concertos de Natal na Igreja do Carmo, em Tavira, o bailado Quebra Nozes, no Teatro das Figuras, em Faro, ou o espetáculo de circo contemporâneo em Monchique são outras ofertas da região, apontou.

“As perspetivas não são muito diferentes das que se têm verificado em anos anteriores, embora com uma particularidade, que é o facto de o fim de ano coincidir com o meio da semana e isso não permitir ‘pontes’, contrariamente ao que tem sido habitual nos últimos anos, e portanto as estadias serão mais reduzidas”, afirmou, por seu turno, o presidente da AHETA.

A mesma fonte salientou que esta situação “naturalmente se reflete depois nos resultados económicos das empresas”, porque as pessoas “permanecem menos dias na região e, por isso, também gastam menos”.

Questionado sobre as perspetivas de ocupação, Elidérico Viegas estimou que haverá hotéis, sobretudo os que estão mais vocacionadas para trabalhar com o mercado interno, “que poderão ter ocupações mais elevadas, alguns próximos dos 100%”.

Contudo, frisou, não se poderá dizer que, para o fim de ano, o Algarve “estará completamente esgotado, como em agosto”.

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