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Formação lembrou aos catequistas que a sua missão é a de “gerar discípulos de Jesus”

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

O padre António de Freitas disse na última sexta-feira à noite aos catequistas do barlavento algarvio que a sua missão como educadores é a de “gerar discípulos de Jesus”.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

“Oferecer-se a Deus, por meio da Igreja, para continuar a obra de Cristo de fazer discípulos”, desenvolveu o sacerdote na ação de formação com cerca de 145 participantes, promovida pelo Setor da Catequese da Infância e Adolescência da Diocese do Algarve no Centro Pastoral de Pêra para os catequistas das paróquias que constituem as vigararias de Portimão e Loulé.

“O fundamental é levarmos [ao educando] a pessoa de Jesus Cristo”, sintetizou o formador na sessão sobre o tema “A missão evangelizadora do catequista”, explicando que esta consiste em “fazer o catequizando percorrer um processo de amadurecimento da fé que passa em primeiro lugar por ir entrando, progressivamente, numa maior relação e intimidade com a pessoa de Jesus Cristo, até ao ponto de caminhar já por si e se reconhecer como discípulo”.

O sacerdote advertiu que, para gerar este “encontro do catequizando com Jesus”, sendo “companheiro” do percurso, “é preciso tempo, paixão e disponibilidade”.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

Nesta tarefa, em que “a primeira forma de Jesus que o catequizando encontra é a pessoa do catequista”, o padre António de Freitas disse ser “fundamental” que o educador “seja, antes de mais, uma testemunha” e não um “mestre” ou um “doutor da fé”. O sacerdote classificou o catequista como um “discípulo que se coloca a caminho com os outros que são chamados a ser o mesmo”, como um “irmão mais velho que ajuda outro, mais novo, a caminhar na fé”. “É importante que o catequista sinta que aquilo que é chamado a fazer não é a dar conteúdos teóricos, é a dar uma experiência de fé”, frisou, referindo que os meios para a missão catequética são “a vida (o testemunho), a palavra de Deus e a oração”.

“Os nossos catequistas, o que é que tinham de pedagogia e de tecnologia? Tinham a vida. Uma vida que rezavam, onde a palavra de Deus era meditada, onde o testemunho de vida era [assumido], dentro e fora [da igreja], de igual modo e isso fez a diferença na vida de muitos de nós”, confrontou, lamentando: “é esta paixão do testemunho de vida que, às vezes, nos falta”. “Esta missão não pode ser um complemento na nossa vida. Tem de ser parte, tem de entranhar a nossa vida”, acrescentou, lembrando que a mesma missão não provém da condição de catequistas, mas do próprio batismo.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

“A palavra de Deus é o coração da catequese que fazemos?”, interrogou, advertindo que “a palavra não pode ser descurada na missão evangelizadora do catequista”. Nesse sentido, alertou que cada educador deve ser “um amante da palavra para ensinar a caminhar à luz” dela e, por isso, deve usar a Bíblia na catequese.

O padre António de Freitas destacou ainda que os catequistas devem “estar em permanente estado de missão”. “Significa estar, permanentemente, à procura de saber aquilo que Deus me pede para fazer em cada momento. É procurar compreender a nossa vida em chave de envio. Compreender onde e a quem Deus me quer enviar. E se me quer enviar”, explicou, lembrando que “quem chama, quem envia, quem capacita e quem age é o Senhor”.

Por fim, recordou que o catequista exerce a sua missão “em nome da Igreja, de uma comunidade e, por isso, é importante a comunhão com ela” e “absolutamente secundária” a sua “opinião pessoal no que diz respeito à transmissão da fé”. “Na transmissão da fé, não transmito aquilo que acho, mas o que é o crer da Igreja”, sustentou, aconselhando o educador a ter consciência de que é “apenas um instrumento no seio da Igreja”.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

Neste sentido, realçou ainda a comunidade como “lugar onde o catequista alimenta a sua fé” e leva os catequizandos a fazerem o mesmo. “Se não formos gente que vive unida em comunhão com a comunidade vamos integrar no quê?”, questionou, acrescentando que os catequistas devem “devolver à comunidade” aqueles que ela lhes confiou, concorrendo assim para a “renovação da Igreja”.

A formação, destinada a todos os catequistas com a formação básica concluída, será repetida no próximo dia 6 deste mês no Centro Pastoral de Altura, pelas 21h, para os pertencentes às paróquias que constituem as vigararias de Faro e Tavira.

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