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Essa foi uma das mensagens deixadas pelo candidato apoiado pelo PCP e Verdes num comício em Lisboa, na terça-feira à noite, quando recordou que as medidas do Orçamento do Estado em vigor desde dia 01 têm “responsáveis”.

Para Francisco Lopes, os responsáveis são “PS e PSD, que se entenderam para o Orçamento do Estado, mas também Cavaco Silva, que o apadrinhou e promoveu, Manuel Alegre, que o avalizou, e os restantes candidatos, que convergiram no mesmo sentido”.

O candidato comunista pede que os eleitores utilizem o seu voto para aplicar “um castigo”.

“No dia 23, no momento em que se estão a apreciar e a ver as consequências da aplicação deste orçamento, é preciso que no voto se castiguem esses responsáveis, que se sinalize o caminho que é necessário”, disse.

Sobre a Presidência da República, Francisco Lopes traçou o perfil de quem deve ocupar esse lugar.

“Chegámos a um tempo e a uma sociedade em que alguns parecem dizer que para se ser Presidente da República de Portugal tem de se viver, tratar e conhecer aquilo que são os mercados financeiros, a especulação financeira e tudo o que está subjacente a esses antivalores sociais”, considerou.

Francisco Lopes defende antes que os governantes devem “conhecer os problemas” dos portugueses.

“O que a realidade do nosso país mostra é que nos mais elevados níveis de responsabilidade do nosso país e na Presidência da República, o que é necessário é alguém que conheça, viva e sinta os problemas, as angústias, as necessidades, as aspirações dos trabalhadores e povo português”, sustentou.

Num distrito onde o PCP tem uma fraca influência, o dia vai ser praticamente dedicado a contactos com a população, primeiro em Olhão, à tarde em Faro e ainda em Loulé, estando prevista uma visita à Cimpor, antes de um jantar com apoiantes em Boliqueime, terra natal do atual Presidente da República.

Lusa

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