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Governo alarga ao Algarve Contratos Locais de Segurança dirigidos à imigração sazonal

A secretária de Estado Adjunta e da Administração Interna, Isabel Oneto, anunciou na terça-feira que os Contratos Locais de Segurança (CLS) dirigidos à imigração sazonal, em curso no concelho alentejano de Serpa (Beja), vão ser alargados ao Algarve.

“O que pretendemos agora é, com base nesta experiência” de Serpa, “transferi-la para os outros municípios, nomeadamente no Algarve, onde existe também uma população migrante laboral que precisa desta integração”, disse à agência Lusa a secretária de Estado.

Isabel Oneto, que se deslocou a Serpa e a Pias, naquele concelho alentejano, para duas cerimónias no âmbito do CLS, explicou que o alargamento desta medida aos municípios algarvios visa “tentar aumentar o sentimento de segurança dos cidadãos e fazer a reintegração dos migrantes”.

“Falamos muito do turismo, mas o Algarve tem várias realidades”, disse, destacando que uma delas é o fenómeno da migração laboral sazonal: “13 dos 16 municípios do Algarve também conhecem esta realidade”.

Na região algarvia, continuou, há municípios que “são pontos de entrada” de migrantes “vindos de Espanha” e existem outros que têm residentes estrangeiros que trabalham em concelhos vizinhos, “como Aljezur, que tem uma população elevada que trabalha em Odemira”.

“Portanto, temos agora que olhar e, de acordo com as várias especificidades de cada concelho do Algarve, procurar dar respostas, não apenas para o turismo, não apenas para as zonas sensíveis, mas também para esta realidade que existe”, frisou.

Os CLS referentes ao Algarve, da tipologia “MAI Município”, já “estão assinados”, afirmou a secretária de Estado, referindo que a região vai ser “dividida em áreas”, consoante as especificidades, e que existem “diagnósticos e dados que permitem começar a trabalhar com as autarquias”.

“Já sabemos que 15% da população do Algarve é estrangeira, muitos destes imigrantes são da União Europeia e há uma população brasileira também elevada. Vamos trabalhar realidade a realidade” e “os problemas específicos” de cada concelho, interligando a população residente, o turismo e os migrantes laborais, referiu.

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