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Buraco_estradaO secretário de Estado dos Transportes disse ontem que a concessionária do Algarve Litoral deverá apresentar até ao final do mês à Estradas de Portugal um plano para recomeçar as obras de requalificação da Estrada Nacional (EN) 125.

“O que ficou acertado, quando nós fechámos a renegociação do contrato, é que no mês de julho a concessionária apresentaria o programa de trabalhos”, afirmou Sérgio Monteiro, acrescentando que, de acordo com informação da Estradas de Portugal (EP), a empresa promoverá, também em julho, uma reunião aberta do seu conselho de administração no Algarve.

O secretário de Estado das Infraestruturas, Transportes e Comunicações falava aos jornalistas à margem da apresentação do programa “Porta a Porta”, que decorreu ontem no auditório da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve, em Faro.

No final de maio foi anunciada a renegociação do contrato da subconcessão Algarve Litoral, que permitirá o reinício das obras de requalificação da EN125, suspensas em 2011, mas cuja nova versão exclui da empreitada o troço entre Olhão e Vila Real de Santo António, mantendo os trabalhos entre Vila do Bispo e Olhão.

De acordo com o governante, a EP “quer discutir com os autarcas de que forma o plano de trabalhos é implementado”, no sentido de ter o “menor impacto” possível na economia da região durante a época de verão, quando há mais turistas a circular.

A realização das obras nos troços da EN 125 que ficaram de fora do novo contrato deverão ser executadas pela EP, seguindo um calendário idêntico ao da concessão, para que ambas estejam terminadas na mesma altura e não haja “diferenças de tratamento entre algarvios”, concluiu.

Quando foi anunciada a renegociação do contrato, os autarcas cujos municípios não ficaram abrangidos acusaram a empresa de promover uma “discriminação” entre os algarvios do barlavento, na zona oeste do Algarve, cujos troços foram incluídos na nova versão do contrato, e do sotavento (zona este).

O recomeço das obras abrange a requalificação da Variante Norte a Faro, interrompida no ano de 2011, por via de um litígio que separava os parceiros privados do consórcio responsável.

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