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idosos manifestam-se em frente a ARS do Algarve, contra o encerramento das extensões de saúde de Azinhal e Odeleite
Idosos manifestaram-se em outubro frente à ARS do Algarve, contra o encerramento das extensões de saúde de Azinhal e Odeleite
© Luis Forra/Lusa

O Governo alegou que o encerramento de unidades de saúde em freguesias serranas dos concelhos de Castro Marim e de Alcoutim trazem “vantagens visíveis” em termos de acessibilidade, “otimiza” os recursos existentes e “rentabiliza” os tempos de trabalho.

A posição do Governo foi manifestada numa resposta enviada pelo gabinete do ministro da Saúde, Paulo Macedo, às perguntas que o grupo parlamentar do Bloco de Esquerda tinha apresentado no parlamento sobre o encerramento das extensões de saúde de Azinhal e Odeleite, no concelho de Castro Marim, e de Vaqueiros, no de Alcoutim.

Estas unidades foram encerradas em outubro passado e os utentes, maioritariamente idosos, transferidos para os centros de saúde de Castro Marim, nos casos de Odeleite e Azinhal, e para extensão de Saúde de Martinlongo, no caso de Vaqueiros.

O Bloco de Esquerda acusou o Governo de tomar medidas “desumanas”, porque a população fica obrigada a deslocar-se até à sede de concelho ou à extensão mais próxima para obter cuidados de saúde, dos quais dispunha próximo de casa, embora apenas um ou dois dias por semana.

O Ministério da Saúde considerou, na resposta, que as extensões encerradas tinham cerca de 400 utentes cada e eram realizados em média 30 atendimentos por semana e agora essas pessoas dispõem de atendimento durante todos os dias da semana e com meios humanos adequados.

A tutela alegou ainda que a extensões funcionavam em instalações que não dispunham de sistema informático, necessário para a prescrição médica ou o registo de utentes, e que a de Vaqueiros funcionava num espaço “obsoleto” cedido pela junta de freguesia.

As autarquias disponibilizam transportes e os utentes também já têm que se deslocar à sede de concelho para tratar de assuntos noutros serviços públicos, como a câmara, as finanças ou outros, acrescentou.

“Para além das vantagens visíveis em termos de acessibilidade e continuidade dos cuidados prestados, importa também referir que o fecho das extensões supracitadas se traduz, naturalmente, numa otimização dos recursos existentes e numa maior rentabilização dos tempos de trabalho”, referiu o gabinete do ministro na resposta.

Sobre a reabertura das extensões, pedida por câmaras e partidos da oposição, o ministério referiu ainda que foi criado um grupo trabalho entre a Administração Regional de Saúde, o Agrupamento de Centros de Saúde do Sotavento algarvio, câmaras e juntas de freguesia para “reavaliar os pressupostos que levaram ao seu encerramento” e “definir medidas conjuntas que minimizem os constrangimentos aos utentes”.

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