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Greve/Professores: Muitos alunos sem aulas no Algarve nos vários ciclos de ensino

Muitos alunos ficaram hoje sem aulas na região do Algarve devido à greve dos professores, uma situação que é transversal aos vários níveis de ensino, disse à Lusa Ana Simões, da Fenprof.

“A noção que temos é a de que há muitos professores a faltar e muitos alunos sem aulas”, disse a dirigente sindical, observando que, apesar de ainda não terem sido apurados dados concretos, a adesão à greve “está a ser elevada” e é “transversal” aos vários níveis de ensino.

Na escola EB 2,3 Joaquim Magalhães, em Faro, boa parte dos alunos ficaram hoje sem aulas na maioria das disciplinas, contudo, estão a ser informados de que não podem sair da escola, a não ser que os encarregados de educação os vão buscar, disse à Lusa a mãe de um aluno do 6º ano.

“O meu filho entrava às 08:30, mas vai ter que ficar na escola quase o dia todo, até às 15:00, para ter uma aula de Ciências, que é a única disciplina em que o professor não faltou”, contou Lisa Orvalho.

De acordo com aquela mãe, “mais de 50% dos professores” deverão ter faltado hoje naquela escola, o que foi visível sobretudo nos primeiros tempos, a partir das 08:30, com muitos alunos a ficarem sem aulas.

Já na Escola Básica de S. Luís, situada também no centro da cidade e que pertence ao mesmo agrupamento, a adesão à greve não causou grandes perturbações, com boa parte dos alunos a terem um dia normal de aulas.

Na cidade de Portimão, a totalidade dos estabelecimentos de ensino estão a funcionar, embora a greve tenha algum impacto nas escolas Manuel Teixeira Gomes, Poeta António Aleixo e da Bemposta, onde dezenas de alunos ficaram sem aulas.

Os professores realizam hoje uma greve geral e uma concentração em frente ao parlamento, o que se poderá traduzir em escolas fechadas, alunos sem aulas e professores na rua.

Em causa está a decisão de não contagem do tempo de serviço prevista na proposta do Orçamento de Estado para 2018 (OE2018), que será debatida hoje no parlamento.

A adesão à greve a 27 de outubro obrigou ao encerramento da maioria das escolas na capital algarvia, mas porque se tratou de uma paralisação da função pública, abrangendo também os funcionários, que são os responsáveis pela abertura das escolas.

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