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“Grupo Saúde e Direito” promoveu colóquio de reflexão sobre a felicidade

No passado dia 27 de setembro, teve lugar no Instituto do Desporto e da Juventude, mais uma iniciativa do “Grupo Saúde e Direito”, desta vez subordinada ao tema “Felicidade e/ou comprimidos”.

Este grupo, composto por médicos e juristas do distrito algarvio, tem como objetivo promover colóquios sobre temas da atualidade e, em maio de 2018, tinha já organizado um debate sobre a legalização da eutanásia e os cuidados paliativos, no Hotel Faro.

No início do colóquio do passado dia 27, Nelson Brito, médico do Centro de Saúde de Quarteira, antes de passar a palavra ao orador, começou por referir que Portugal é o 66º país no ranking da taxa de felicidade e o Algarve o segundo na taxa nacional de suicídios masculinos e que só em antidepressivos, os portugueses gastam 250 mil euros por dia.

António José Sarmento, licenciado em Farmácia, diretor do Colégio Cedros, no Porto e atual presidente da assembleia geral da Associação de Estabelecimentos de Ensino Particular e Cooperativo, tomou, então, a palavra, exibindo um pequeno vídeo onde vários atores e cantores, tais como Lady Gaga ou Eric Clapton referem que o dinheiro, a fama e o poder não são necessariamente condição de felicidade.

O orador recordou que, de facto, a fama é ilusória e efémera e questionou se será no cuidado com o corpo, no ginásio, no jogging, no desporto em geral, na alimentação vegan, entre outros que o ser humano encontra a felicidade ou se tais coisas mais não são do que substitutos que tendem a preencher uma busca incessante e infrutífera.

Pelo contrário, segundo o orador, a felicidade reside na proatividade em favor do outro e deu o exemplo da necessidade de colocar as crianças e os jovens a realizar experiências de voluntariado, de contacto com os outros, de liderança de grupos, em suma a fazer algo interessante e lamentou que, hoje em dia, quando se questionam os adolescentes sobre o que fizeram, para além de estudar e estarem agarrados ao telemóvel ou aos jogos, pouco ou nada têm para contar.

A abordagem para ajudar os outros a encontrar o caminho da felicidade passa pela necessidade de sairmos da nossa bolha, do nosso preconceito, para conhecer outras realidades, sem julgar, e perceber onde é que as pessoas procuram a felicidade e deu um exemplo, pela exibição de um vídeo onde um grafitter com tatuagens, rastas e piercings pinta a parede de um prédio, num aparente ato de vandalismo, para depois chegar a casa, abrir a janela à irmã acamada e entubada, para que esta visse a mensagem e o desenho de incentivo e esperança que tinha feito na parede desse prédio. A este propósito, destacou que não basta tratar com comprimidos uma doença, há que transmitir afeto, incentivo e esperança.

A seguir, o orador recordou que só se pode mudar o mundo se, primeiro, nos mudarmos a nós próprios, parafraseando o psicólogo clínico Canadiano Jordan B Peterson, nas suas 12 regras de vida e acrescentou que, para sermos felizes, temos de aprender com os que o são e espalhar, contagiando, o que com eles aprendemos.

“Os mais felizes são os santos porque todo o homem é feito para amar e conhecer Aquele que primeiro nos amou e por Quem somos chamados a amar. Somos chamados a testemunhar com entusiasmo, sendo ser gente com ideais para viver, testemunhando com entusiasmo a dignidade que cada filho de Deus tem”, referiu por fim.

À saída, o público foi convidado a preencher um questionário, sugerindo novos temas da atualidade de colóquios que o “Grupo Saúde e Direito” pudesse organizar.

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