Pub

Os grupos algarvios da Liga Intensificadora da Ação Missionária (LIAM) “foram os que mais se empenharam” a nível nacional no apoio ao Projeto de Desenvolvimento Integrado de Lembá (PIDL), em São Tomé e Príncipe.

Quem o garante é o padre Nuno Rodrigues, sacerdote da Congregação do Espírito Santo (espiritano), cujos membros são também conhecidos como Missionários do Espírito Santo. Aqueles missionários têm vindo a promover o apoio ao PIDL no âmbito do ‘Abraçar a Missão’, um projeto de voluntariado missionário internacional de curta duração, iniciado em 2016 com Angola e alargado o ano passado a São Tomé e Príncipe, com continuação no verão deste ano.

Em declarações ao Folha do Domingo, à margem do encontro diocesano da LIAM de encerramento do Ano Missionário (outubro de 2018 a outubro de 2020) que teve lugar na paróquia das Ferreiras no passado domingo, o padre Nuno Rodrigues explicou que foram enviados este ano para São Tomé e Príncipe oito contentores com material de construção, mochilas e diverso material escolar, géneros alimentícios não perecíveis, roupa, chinelos, entre outros produtos.

“Houve um grande empenho da LIAM do Algarve e de pessoas que se associaram e foi uma coisa que marcou este Ano Missionário aqui nos grupos algarvios. Vim cá para agradecer a esta gente da LIAM toda a colaboração que tem dado a São Tomé”, afirmou o missionário, que regressou no final de setembro de São Tomé e Príncipe, onde esteve durante um mês com mais oito voluntários, reconhecendo que a adesão à campanha também se deveu ao facto de as pessoas terem confirmado que a sua ajuda chegava mesmo aos destinatários. “Nós, que fomos os voluntários no campo, vimos como tão útil é para uma criança uma mochila, um caderno, uma esferográfica ou uns pequenos chinelos”, testemunhou.

Para os contentores de material doado contribuíram muitas entidades de todo o país, incluindo empresas. Aos núcleos algarvios da LIAM associaram-se também no apoio a São Tomé e Príncipe muitas catequeses e outros serviços paroquiais, bem como escolas do Algarve com donativos de material escolar.

O PIDL é uma resposta social, gerida pela Congregação das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição (CONFHIC), desde 1999 e que abrange três vertentes: educativa, apoio social, emprego e formação no âmbito da promoção da mulher e do empreendedorismo.

Atualmente, a instituição conta com o jardim de infância ‘Pimpolho’ que acolhe 500 crianças dos dois aos cinco anos, com a Escola Mãe Clara que abrange o ensino básico do 1º e 2º ciclos com cerca de 1200 alunos, com o Centro de Formação e Ocupação de Tempos Livres (CAEB) que dá apoio a crianças de manhã e à tarde com atividades variadas, desde a dança ao teatro e da música ao apoio ao estudo, e com o lar de idosos que acolhe 20 utentes internos e fornece o almoço a mais 35 idosos e um cabaz mensal de alimentos a 150 anciãos.

O PIDL promove ainda formação em informática para a juventude e tem a funcionar um serviço de carpintaria para homens e outro de costura com mulheres, para além de assegurar o serviço pastoral no âmbito da catequese e da liturgia.

No passado dia 8 de setembro, com o apoio do ‘Abraçar a Missão’, foi inaugurada mais uma valência do projeto, o Centro Social Mãe Clara, que integra uma cozinha e refeitório social, anunciados em abril deste ano, e um consultório de medicina dentária.

A instituição, que conta com 105 colaboradores, é ajudada por voluntários, incluindo alguns de Portugal, e recebeu a visita do Presidente da República Portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa, durante a sua visita ao país em 2018.

A LIAM conta no Algarve com 11 núcleos paroquiais.

Pub