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Guarda_noturnoO presidente de uma associação de guardas-noturnos denunciou ontem a prática de vigilância privada sem habilitação legal na baixa de Faro, situação que considera que está a colocar em causa a segurança pública.

Em causa está a contratação, pela Associação de Desenvolvimento da Zona Histórica de Faro, de um vigilante que alegadamente não está habilitado para exercer as funções de guarda-noturno, explicou à Lusa o presidente da Associação Sócio-Profissional dos Guardas-Noturnos.

De acordo com Carlos Tendeiro, que já denunciou o caso à ministra da Administração Interna, “está em causa a segurança pública”, uma vez que o vigilante patrulha a baixa de Faro e arredores, diariamente, sem estar identificado, além de ter na sua posse as chaves de alguns estabelecimentos.

Aquele responsável, que nos últimos dois anos já enviou várias denúncias e ofícios à PSP e ao Ministério da Administração Interna, sem qualquer efeito, sublinhou que o desejável seria contratar um profissional devidamente formado, com carteira profissional, acreditado pelas entidades públicas e que responda perante as mesmas.

Carlos Tendeiro contou ainda que quando os três guardas-noturnos licenciados pela Câmara de Faro contactam os lojistas eles dizem já ter o serviço de segurança assegurado, através das quotas que pagam à associação de comerciantes.

Admitindo que a situação em causa prejudica os associados autorizados a trabalhar no concelho de Faro, a associação expôs na quarta-feira o assunto ao diretor nacional da PSP e à ministra da Administração Interna, pedindo a intervenção das autoridades.

A associação sublinha ainda a necessidade de fazer valer a legislação em vigor sobre a vigilância privada.

Contactado pela agência Lusa, o presidente da Associação de Desenvolvimento da Zona Histórica de Faro, remeteu uma posição sobre o assunto para os próximos dias.

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