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Igreja algarvia quer trabalhar família, juventude e vocações como uma única realidade

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Foto © Samuel Mendonça

O vigário episcopal para a pastoral da Diocese do Algarve destacou na Assembleia Diocesana que se realizou no passado sábado, em Quarteira, que as três dimensões a que o novo programa pastoral da Igreja algarvia vai dar prioridade – família, juventude e vocações – são “uma mesma realidade inseparável”, rejeitando a “sectorização”.

“Não há uma pastoral familiar, uma pastoral juvenil e uma pastoral vocacional. Há uma pastoral familiar e juvenil que é vocacional”, considerou o padre António de Freitas que é também o novo diretor do Secretariado da Pastoral Vocacional da Diocese do Algarve, acrescentando que “não podem existir pastorais separadas, nem uma com maior importância ou preponderância em relação às outras”.

No encontro que reuniu cerca de 430 representantes das paróquias, dos serviços e movimentos da Diocese do Algarve no salão paroquial de São Pedro do Mar para apresentação do Programa Pastoral 2017/2020 da Igreja algarvia, o sacerdote desafiou assim a “entrecruzar as várias áreas pastorais” e a “assumi-las em conjunto”, rejeitando “uma pastoral «engavetadamente» arrumada”.

Também o bispo do Algarve, em entrevista à Agência Ecclesia, disse que a família, a juventude e as vocações “não são pastorais estanques”. “Tem de haver uma interligação, uma complementaridade e um envolvimento mútuo porque senão não resulta. Não conseguimos os objetivos que pretendemos a não ser com esta complementaridade e com este apoio mútuo”, complementou.

O novo vigário episcopal para a pastoral da diocese algarvia considerou ainda que as três dimensões são uma prioridade “de todos os tempos” e apresentou a pastoral vocacional como “um serviço a todas as vocações”.

Relativamente às vocações, o padre António de Freitas desafiou a Igreja algarvia a olhar para aquela dimensão como “dom de Deus” e não como “mero funcionalismo”.

Lembrando que “o primeiro lugar de provocação e de discernimento vocacional são as famílias”, disse que à paróquia cabe “acompanhar e complementar” o trabalho vocacional. “Neste sentido é importante que cada paróquia tenha uma equipa de pastoral vocacional que se compreenda como pertença das demais comunidades paroquiais”, acrescentou.

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