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Igreja do Algarve em festa pela ordenação de novo diácono rumo ao sacerdócio

Foto © Migaça Marques

A Diocese do Algarve viveu ontem um dia particularmente significativo com a ordenação de um novo diácono em caminhada para o sacerdócio, no dia em que se celebrou também o I Dia Mundial dos Pobres, proclamado pelo papa Francisco na conclusão do Jubileu da Misericórdia (dezembro de 2015 a novembro de 2016).

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Foto © Migaça Marques

Na introdução à celebração, que teve lugar na igreja matriz de Aljezur – a paróquia de origem do diácono Tiago Veríssimo –, a Igreja algarvia referiu-se a esta ordenação como “um milagre” ocorrido após a realização do lausperene na diocese, durante os últimos 15 dias.

“Acolhamos esta ordenação diaconal como dom de Deus que vem estimular o prosseguimento da nossa oração insistente ao Senhor da messe e como convite a assumirmos a diaconia como marca e distintivo da nossa condição de discípulos de Jesus”, pediu o bispo do Algarve no início da eucaristia a que presidiu.

D. Manuel Quintas enfatizou sobretudo a dimensão do serviço ligada ao ministério do diaconado. “Os diáconos configuram-se com Cristo-servo a quem representam, devendo ser sobretudo dedicados ao serviço da caridade e da administração”, afirmou, lembrando que “por isso, na ordenação, o bispo pede a Deus que brilhem neles as virtudes evangélicas, a caridade verdadeira, a solicitude pelos doentes e pelos pobres, permaneçam em Cristo firmes e constantes”.

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“O modelo é sempre Jesus Cristo que assumiu livremente por nós a condição de servo que qualificou expressamente a sua ação como a diaconia, que recomendou aos seus discípulos para fazerem o mesmo. Esta característica, se bem que assume a maior relevância na vida e no ministério dos diáconos, constitui o distintivo, a marca de qualidade de toda a Igreja, devendo por isso mesmo estar presente em cada um dos seus membros”, prosseguiu.

“Ao entrares na ordem dos diáconos contempla o exemplo que o Senhor te deixou para que, como Ele procedeu, assim procedas tu também. Procura de todo o coração fazer a vontade de Deus e, servindo ao Senhor, serve também os irmãos com alegria. E como sabes que ninguém pode servir a dois senhores considera toda a impureza e o apego aos bens como servidão e idolatria”, pediu o prelado ao novo diácono.

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“Deves ser homem de bom testemunho no Espírito Santo e cheio de sabedoria. Exercerás o ministério constituído em celibato. Este é ao mesmo tempo o sinal e estímulo da caridade pastoral e fonte de fecundidade no mundo. Impelido por sincero amor para com Cristo e vivendo em perfeita consagração neste estado unir-te-ás mais facilmente ao Senhor de coração indiviso, entregar-te-ás com maior generosidade ao serviço de Deus e dos irmãos e mais livre servirás a obra da regeneração sobrenatural”, acrescentou.

D. Manuel Quintas pediu-lhe ainda que, “enraizado e firme na fé”, se apresente “irrepreensível e puro diante de Deus e dos homens como convém a ministros de Cristo e dispensadores dos mistérios de Deus”. “Não te apartes da esperança do evangelho, do qual deves ser ministro e não apenas ouvinte. Guarda o mistério da fé numa consciência pura. Mostra em tuas obras a palavra de Deus que pregas com os lábios para que o povo cristão, vivificado pelo Espírito, se torne oblação pura, agradável a Deus”, apelou.

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O bispo do Algarve destacou ainda o contentamento da Igreja algarvia pelo “dom” do novo ministro ordenado. “Estamos gratos a Deus pelo dom do chamamento que te dirigiu, bem como pela tua resposta, gratidão que inclui quantos te acompanharam ao longo do teu percurso vocacional: as equipas dos Seminários de Faro e de Évora, os teus familiares e amigos, esta tua paróquia de Aljezur, as paróquias de Loulé onde realizas o teu estágio pastoral e quantos participamos nesta tua ordenação diaconal”, afirmou.

Aos muitos participantes da celebração, que encheram por completo a restaurada igreja de Aljezur vindos de todo o Algarve, D. Manuel Quintas pediu que continuem a ter presente na oração os sacerdotes e diáconos algarvios.

Após a homilia, a celebração prosseguiu com o rito da ordenação, constituído por alguns gestos significativos, mas que teve como momento mais importante o da ordenação propriamente dita com a imposição das mãos do bispo diocesano sobre o ordinando.

Outro dos gestos significativos foi a colocação das mãos do ordinando nas mãos do bispo, um gesto de comunhão e de unidade, prometendo-lhe obediência e reverência enquanto sucessor dos apóstolos, sinal e garante da unidade da Igreja e desta com a Igreja de Roma. Um outro aconteceu já depois das ordenações com o recém-ordenado a ser revestido com as vestes diaconais, recordando que, antes de mais, se deve continuar a “revestir de Cristo”.

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Foto © Migaça Marques

Ao diácono foi entregue o livro dos evangelhos que agora, de modo particular, tem a missão de anunciar, mas sobretudo de “amar e viver”.

Igualmente significativo foi o abraço aos restantes diáconos presentes, para além dos muitos sacerdotes do Algarve e de fora da diocese, e o serviço ao altar prestado pelo novo diácono.

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