Igreja do Algarve em festa pela ordenação de novo diácono rumo ao sacerdócio
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Igreja do Algarve formou ministros das exéquias e animadores de celebrações da palavra

A Diocese do Algarve promoveu ontem de manhã a segunda parte da ação de formação para ministros das exéquias e para animadores de celebrações da palavra à espera de sacerdote, iniciada em fevereiro deste ano.

As pessoas que agora concluíram esta formação – e que para além de consagrados são sobretudo leigos (entenda-se, não clérigos), muitos casados –, ficaram habilitadas para desempenhar aquele ministério nas suas paróquias, tendo sido escolhidas pelos seus párocos.

O diretor do Secretariado da Liturgia, Música Sacra Novas Igrejas e Espaços Pastorais que levou a cabo a iniciativa, explicou ao Folha do Domingo que estes novos ministros serão agora apresentados ao bispo da diocese para que D. Manuel Quintas saiba quem são aqueles que, na Igreja algarvia, ficaram com idoneidade para desempenhar aquele serviço em sua representação.

O padre Carlos de Aquino explicou ainda que, embora não haja uma instituição prevista para este serviço eclesial, poderá haver uma apresentação de cada novo ministro na sua paróquia porque “a comunidade deve saber quem, em seu nome, está a desempenhar aquela missão”. “Há uma celebração própria que pode ser feita e até pode ser dada a uma bênção”, acrescentou aquele responsável.

A segunda metade da formação, realizada ontem no Seminário de São José, em Faro, com 13 dos 27 formandos que a iniciaram, incluiu uma incursão pelos próprios rituais da celebração da palavra à espera de sacerdote e da celebração das exéquias. Conforme explicou o padre Carlos de Aquino foram abordados “os desafios que os próprios rituais apresentam na sua teologia e para a correta execução das próprias celebrações, bem como alguns esquemas para a sua valorização”. Segundo o sacerdote, “a primeira parte foi de introdução sobre o mistério da Igreja”, seguindo-se o “sentido do ministério, da celebração e a importância da palavra”.

Durante a manhã, o formador considerou a celebração das exéquias “uma oportunidade evangelizadora muito importante e significativa”. “Penso que a gente a valoriza muito pouco ainda, como celebração da Igreja que é enquadrada também num contexto muito mais amplo que tem a ver com a pastoral da saúde”, lamentou.

O padre Carlos de Aquino evidenciou mesmo que o “grande enriquecimento” trazido com a revisão do Ritual das Exéquias, cuja última edição foi publicada em 2006, foi a consciência de que vale a pena rezar em conjunto. “Não se trata de acompanhar um defunto, não é apenas essa a presença que se requer de um cristão na morte, mas rezar juntos. É para isso que serve a celebração das exéquias”, considerou.

No entanto, e não obstante reconhecer que o novo ritual “melhorou e valorizou vários aspetos da celebração das exéquias para tornar mais expressiva a presença da Igreja”, o sacerdote acrescenta que “a dimensão da oração realizada com a comunidade, motivada pela esperança cristã e adaptada à realidade é um dos aspetos que, neste ritual, acaba, de certo modo, por ser pobre”.

“É preciso trazer a beleza da oração para a celebração das exéquias”, considerou, acrescentando haver “um grande trabalho a fazer neste sentido de evidenciar a beleza também da vida e da ressurreição porque a morte não é uma coisa suja, embora seja a expressão maior da fragilidade humana”. “A morte não é uma coisa suja e temos de a celebrar também na beleza da fé cristã”, complementou, lembrando que “a liturgia cristã dos funerais é sempre celebração do mistério pascal de Cristo celebrado no contexto da morte”.

A Diocese do Algarve, que já tinha promovido em 2010 uma formação sobre este tema para os mesmos destinatários, irá voltar a realizá-la no próximo ano de 2018 para novos candidatos àquele serviço.

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