As esposas dos participantes do 76º Curso de Cristandade de Homens participaram, entre os dias 04 e 07 deste mês, no 61º Curso de Cristandade de Senhoras.
A iniciativa, que foi promovida pelo Movimento dos Cursos de Cristandade (MCC) – também conhecido como Cursilhos de Cristandade devido à sua fundação ter ocorrido em Espanha –, decorreu, uma vez mais, na Casa de Retiros de São Lourenço do Palmeiral.
As 24 participantes eram oriundas das paróquias de Aljezur(3), Alvor (4), Ferreiras (4), Lagoa(2), Lagos(3), Portimão(1), Rogil (2), Silves(4) e Tavira (1).
A acompanhá-las esteve a equipa sacerdotal composta pelo cónego Rui Barros Guerreiro e pelo padre Tiago Veríssimo, assistentes espirituais do movimento, e a equipa de 12 leigos, que incluiu a reitora Ana Fialho e a vice-reitora Fátima Silva.
“Foram três dias de graças abundantes derramadas sobre estas valentes, que viveram momentos intensos de oração, comunhão, amizade e partilha entre todas e, essencialmente, com o Senhor”, refere a organização em informação enviada ao Folha do Domingo.
O encerramento (clausura), realizado no complexo paroquial das Ferreiras e presidido pelo bispo do Algarve, D. Manuel Quintas, no passado domingo, contou com diversos testemunhos, nomeadamente das participantes e dos maridos e também de cursistas que já viveram aquela experiência há mais tempo, assim como dos sacerdotes presentes das paróquias das participantes no cursilho.
O bispo diocesano agradeceu a Deus pela Igreja do Algarve ter ficado mais enriquecida. “Quanto mais esforço fizermos, mais dificuldades enfrentarmos, maior será a alegria que receberemos”, referiu D. Manuel Quintas, exortando a “uma vida com alegria que contagia”. “Um rosto alegre é sinal da presença de Cristo”, sustentou.
O padre Fábio Pedro, pároco de Aljezur, Bordeira e Odeceixe, alertou para a necessidade de “cuidar da «chama» para não acontecer como a vela que fica exposta ao vento e se apaga”, lembrando que “um coração quente aquece o coração dos outros”.
Já o padre Pedro Manuel, pároco de Boliqueime, Ferreiras e Paderne, salientou a “beleza de uma comunidade onde todos têm lugar e fazem parte da obra de Deus”.
A noite terminou com uma celebração de envio na igreja das Ferreiras das novas cursistas, tendo recebido cada uma uma cruz.
O primeiro cursilho em Portugal realizou-se em 29 de novembro de 1960 e no Algarve ocorreu a 18 de março de 1964, sendo destinado a homens, ao qual se seguiu o primeiro cursilho de senhoras em abril do ano seguinte.
O MCC é um movimento eclesial que propõe uma vivência de vida segundo os fundamentos da fé. Depois da participação num curso ou cursilho (termo adaptado do original espanhol) de três dias e meio, onde é feito o primeiro apelo à fé, os participantes são convidados a continuarem a caminhar em grupo, nas comunidades, realizando encontros (ultreias) onde partilham as suas experiências de fé.










