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Após restauro, que teve início em agosto deste ano, o órgão de tubos da igreja matriz de Portimão voltará a fazer ouvir no próximo dia 3 de novembro.

Os trabalhos, que decorreram de agosto até este mês, incluíram a desmontagem, a reparação, a montagem, a limpeza e a afinação do instrumento, cujo ano de fabrico é 1886. A recuperação foi realizada pelo mestre Dinarte Machado, um dos mais conhecidos organeiros portugueses.

Nos últimos anos, o Festival de Órgão do Algarve tem incluído concertos no órgão da igreja matriz de Portimão, o que levou a que se pensasse na sua reparação. “Os organistas sempre se queixaram (e com razão) das condições do órgão”, explica o padre Mário de Sousa, pároco da paróquia da matriz de Portimão, parceira, conjuntamente com o município de Portimão, da Associação Cultural Música XXI na organização do Festival de Órgão do Algarve.

A edição deste ano do evento incluirá então esse concerto no dia 3 de novembro, pelas 21h30, de inauguração do restauro, protagonizado pela organista Margarida Oliveira e com a participação do Coral Adágio dirigido pelo maestro António Alves.

Para além das obras a solo para órgão que utilizarão toda a registação do instrumento, será apresentada a obra ‘Laetatus Sum’ para coro e órgão do compositor italiano Domenico Scarlatti, inspirada num salmo religioso.

O concerto seguinte na igreja matriz de Portimão tem lugar a 9 de novembro, pelas 21h30. Tentos, batallas, canzonas, suites, romances e concertos serão as obras a escutar, quer a solo quer na combinação peculiar de órgão e trompa, respetivamente com Daniel Nunes e Edgar Barbosa.

O restauro do órgão, no valor de cerca de 20 mil euros, foi custeado pela Câmara de Portimão. A autarquia regozija-se que o Festival de Órgão volte a ter uma edição “estendida à região” com o objetivo de “continuar a conquistar público novo para usufruir de música para órgão, cativar munícipes para a preservação de instrumentos que são património, divulgar música portuguesa e erudita e espalhar pelo Algarve o entusiasmo pelos órgãos históricos”.

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