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Acabaram por ser os “stewards” presentes nas imediações a interpor-se entre os adeptos do FC Porto e os do Benfica que iam chegando – a maioria destes famílias inteiras, com mulheres e crianças – e a evitar piores consequências.

Só cerca de 10 minutos depois do início dos desacatos é que a polícia de intervenção surgiu em força, com dezenas de agentes e polícia a cavalo, investindo à bastonada sobre adeptos do FC Porto, obrigando-os a recuar.

Nessa altura ouviram-se alguns petardos e estampidos, presumindo-se que a policia tivesse efetuado alguns disparos.

A situação ficou depois calma e controlada junto ao parque destinado aos autocarros do FC Porto, com a polícia a estabelecer um “cordão” com largas dezenas de polícias de choque.

O comandante da força policial no Estádio Algarve para a final da Taça da Liga de futebol justificou a ausência de agentes de segurança na altura dos incidentes entre adeptos com o facto de os autocarros “estarem onde não deviam”.

O major Vítor Calado não especificou de quem era a responsabilidade por os autocarros não estarem no local previsto, o qual, segundo os dados avançados na apresentação do plano de segurança para a final da Taça da Liga de futebol, seriam os parques a norte do estádio.

Na altura dos incidentes, registados a meio da tarde, a “polícia vinha a caminho” e o major confirmou à agência Lusa que as forças de segurança “efetuaram disparos para o ar” para desmobilizar os adeptos das claques do FC Porto que arremessaram pedras contra adeptos do Benfica.

O comandante das forças de segurança considerou “natural” que entre tantos autocarros possa haver algum que “escape à malha” policial montada para controlar a deslocação dos adeptos até ao Algarve, considerando que os incidentes não configuraram “uma situação alarmante”.

“A polícia controlou rapidamente a situação”, alegou, lembrando que “é difícil prever todas as situações” quando se juntam cerca de 2500 adeptos, para justificar o recurso da polícia aos disparos para o ar.

O responsável pela força policial informou, ainda, que houve “três feridos, com cortes devido a quedas” e negou a existência “de qualquer adepto detido”, afirmando que apenas alguns “foram impedidos de entrar por darem sinais de embriaguez”.

Lusa

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