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Os Caminheiros e Companheiros (escuteiros dos 18 aos 22 anos, respetivamente dos ramos terrestre e marítimo) do Corpo Nacional de Escutas (CNE) celebraram este ano o seu patrono – São Paulo – com uma atividade que teve lugar em Olhão, de 24 a 26 de janeiro.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

A edição deste ano da iniciativa foi organizada tendo como imaginário a conversão do próprio apóstolo e como lema “O ponto és Tu”, numa alusão ao código Braille (constituído por pontos) que procurou fazer a ligação da atividade ao lema da própria Junta Regional do CNE: “Olhar o Mundo como ele o vê”. “Simboliza o que não vemos e que está mesmo ao nosso lado. Por isso, «O ponto és Tu», o ponto que pode mudar tudo, o ponto da diferença”, explicou ao Folha do Domingo a secretária regional pedagógica Vanda Brazona.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

E os escuteiros marcaram essa diferença no sábado, após o raide de sexta-feira à noite desde a Fuseta até à Quinta de Marim, onde foi montado o acampamento. No segundo dia de atividade realizaram voluntariado na Obra de Nossa Senhora das Candeias, que acolhe menores em risco, no Centro de Bem-Estar Social Nossa Senhora de Fátima, que também recebe meninas na mesma condição, e na Associação Cultural e de Apoio Social de Olhão (ACASO) com pessoas portadoras de deficiência, idosos e utentes beneficiários de cuidados continuados.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

Nesta última instituição, cada clã (grupo de Caminheiros/Companheiros) esteve durante a manhã em atividade com utentes de uma daquelas três valências e à tarde trocaram. Os jovens pintaram ainda um mural que ficou a perpetuar a atividade com uma mensagem alusiva a um dos valores defendidos pela ACASO – a proatividade – que procurou também simbolizar a aceitação da diferença.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

O diretor de serviços da instituição, que também é dirigente do CNE, explicou ao Folha do Domingo as vantagens para os utentes desta interação com os escuteiros. “É sempre muito importante porque proporciona-lhes um dia diferente e também lhes dá um sentimento de pertença e de inclusão”, referiu.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

João Calão destacou também os benefícios da iniciativa para os próprios voluntários. “Acabam por ter uma experiência que lhes permite pensar na vida e essa reflexão faz parte de um crescimento pessoal”, considerou aquele responsável da instituição que está a completar 88 anos de existência e conta com 253 funcionários para trabalhar com 700 utentes por dia, 37 nos cuidados continuados, 34 na Estrutura Residencial para Pessoas Idosas, 44 em regime residencial na área da deficiência, para além do centro de dia, do serviço de apoio domiciliário, de dois centros comunitários (um deles de apoio à integração da população cigana), um espaço multissocial, uma resposta vocacionada para o combate à pobreza infantil, um centro de atividades ocupacionais, uma creche e pré-escolar na área da infância.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

Na Obra de Nossa Senhora das Candeias, os Caminheiros e Companheiros trabalharam também na horta da instituição.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

No domingo, os escuteiros tiveram alguns jogos de cooperação e participaram na celebração da eucaristia, à qual se seguiu o encerramento da atividade.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

A atividade comemorativa do Dia de São Paulo, que anualmente é realizada através da Secretaria Pedagógica da IV Secção do CNE no fim-de-semana mais próximo do dia da solenidade litúrgica da conversão do apóstolo – 25 de janeiro –, contou este ano com cerca de uma centena de Caminheiros e Companheiros e 20 dirigentes.

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