Realizou pela sétima vez uma Oficina de Oração e Vida e garante estar “com o coração cheio”. “Cheio de gratidão, de alegria serena e de uma paz que se foi construindo, passo a passo, ao longo de sete caminhos percorridos nas Oficinas de Oração e Vida”, concretiza.
Ao Folha do Domingo, Ana Arnedo explica que “as Oficinas são uma escola apostólica de oração”, “um caminho paciente de crescimento na fé”. “Um espaço onde deixamos de repetir apenas palavras e começamos a abrir o coração”, acrescenta, considerando “rezar é fácil, mas orar…”. “Orar é aprender a estar verdadeiramente com Deus”, distingue.
“Durante quinze sessões, ao longo de quatro meses, vamos aprendendo diferentes formas de oração. Cada pessoa descobre aquela que mais toca a sua alma. Cada encontro é único. Cada sessão é um passo mais fundo. Depois, em casa, dedicamos diariamente trinta minutos a Jesus. Trinta minutos que parecem pequenos… mas que transformam tudo. É tempo de silêncio. É tempo de Palavra. É tempo de encontro. Na sessão seguinte, partilhamos com simplicidade o que vivemos. Sem julgamentos. Sem máscaras. E, pouco a pouco, nasce algo muito bonito: uma relação de Amor com Jesus, connosco próprios e com o mundo”, conta aquela oficinista natural de Faro.
Ana Arnedo destaca ainda a importância dos guias na caminhada que é feita, explicando que as Oficinas em que tem participado têm sido guiadas pelo casal Maria Vitória Arenga e Mário Arenga. “São muito mais do que guias. Eles não ensinam apenas com palavras, ensinam com a vida. São exemplo vivo de fé que persevera, de paciência que acolhe, de entrega que não pede nada em troca.
São presença constante, apoio discreto, amizade verdadeira para cada oficinista. E isso sente-se profundamente”, testemunha, grata ainda ao cónego Rui Barros por acolher as Oficinas de Oração e Vida na paróquia farense de São Luís. “Obrigada por abrir esta porta que é, acima de tudo, uma porta para Deus”, agradece.
Ana Arnedo explica o que tem mudado na sua vida a experiência das Oficinas de Oração e Vida. “Mudou o olhar. Mudou o coração. Mudou a forma de viver. Os relacionamentos tornaram-se mais serenos. A família ganhou mais compreensão. O trabalho tornou-se mais leve. A amizade mais verdadeira. O amor mais profundo”, garante, acrescentando que “a fé cresce, a confiança aumenta, a paciência floresce”. “Aprende-se a perdoar de coração inteiro. Os medos perdem força. O silêncio deixa de assustar e passa a ser lugar de paz. E começa a nascer, todos os dias, uma pergunta simples e transformadora: «O que faria Jesus no meu lugar?», desenvolve.
Aquela oficinista assegura que as Oficinas de Oração e Vida “são um verdadeiro medicamento para a alma”. “E são para todos, para quem procura, para quem duvida, para quem sofre, para quem agradece, para quem simplesmente deseja aprender a amar melhor”, complementa.
As Oficinas de Oração e Vida são uma Associação Internacional de Fiéis Leigos de Direito Pontifício aprovada pelo Papa São João Paulo II, a 4 de outubro de 1997, existem em mais de 60 países do mundo, chegaram a Portugal há mais de 25 anos, e foram fundadas por frei Ignacio Larrañaga (1928-2013), Franciscano Capuchinho, em 1984.










