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Se o FC Porto sofresse a sua primeira derrota esta época, era sinal de que ainda continuávamos invencíveis em casa. Acreditamos que isso seja possível, com a consciência das dificuldades que vamos ter pela frente. Mas também sabemos do nosso valor e do que temos vindo a fazer”, disse hoje o médio centro Nuno Piloto, na projeção da partida.


Questionado sobre quem seria melhor, FC Porto ou Benfica, o jogador, que chegou esta época a Olhão, afirmou: “Até agora, o FC Porto, porque é quem vai à frente e com grande avanço”.

“Mas o registo do Benfica nos último tempos também tem sido impressionante, com um número de vitórias consecutivas. Mas ainda falta um terço e será interessante vermos como vai correr. Se pudermos ajudar para que as coisas fiquem mais renhidas, seria bom, era sinal de que teríamos com o FC Porto um bom pecúlio”, sublinhou o médio formado na Académica.

Nuno Piloto destacou “o jogo coletivo muito forte, a forma como pressiona alto e consegue criar desequilíbrios” e as individualidades, como o melhor marcador Hulk, como as principais qualidades do FC Porto.

“Os pontos fracos? Vamos ver se os conseguimos descobrir. À primeira vista, não é fácil detetar pontos mais débeis na equipa do FC Porto, mas vamos tentar descobri-los”, frisou.

Também o brasileiro Lulinha espera um jogo “difícil”, reconhecendo a “grandeza” do adversário, mas ressalvando: “Nós também estamos invictos em casa e queremos manter isso. Vamos jogar como sempre temos feito, à procura da vitória, e não vai ser diferente por ser o FC Porto”.

O médio ofensivo recordou que a equipa de Olhão está a fazer uma “época muito boa” e já tem “o objetivo praticamente alcançado quando faltam ainda tantos jogos”, uma situação “que pouca gente esperava”.

“Vamos manter a mesma postura, para ver se no futuro conseguimos almejar objetivos mais altos”, assegurou Lulinha, jogador emprestado aos algarvios pelo Corinthians e ligado à empresa Traffic, que não falou diretamente no alegado interesse do Bahia (Brasil) nos seus serviços.

“Por enquanto, não tenho nada a dizer. Os meus empresários é que estão a resolver isso, eu continuo a trabalhar para que as coisas possam acontecer. De momento, não sei o que se está a passar sobre isso. Só tenho que pensar no presente, e esse é o Olhanense, mas há sempre a possibilidade de voltar para o Brasil”, referiu.

O treino de hoje foi marcado por um controlo surpresa da Autoridade Antidopagem de Portugal, que recolheu amostras de urina de quatro futebolistas, Yontcha, André Micael, Paulo Sérgio e Bruno Veríssimo.

O Olhanense disputa na quarta-feira, num complexo desportivo de Vilamoura, às 10:00, um jogo treino com o Degerfors, da segunda divisão sueca.

A equipa algarvia, oitava classificada com 27 pontos, recebe no sábado, às 20:15, o FC Porto, líder com 56 pontos.

Folha do Domingo/Lusa
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