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O Sporting de Braga deve queixar-se de si próprio, já que desperdiçou várias oportunidades, mas foi muito permissivo defensivamente, concedendo facilidades pouco compatíveis com as suas ambições.

Já o Olhanense fez um bom jogo e esteve quase sempre a vencer, primeiro inaugurando o marcador, depois duas vezes por dois golos de diferença (3-1 e 4-2), mas foi incapaz de segurar a última ofensiva dos bracarenses.

A equipa de Sérgio Conceição vinha de três derrotas consecutivas, mas José Peseiro tinha avisado na véspera para o perigo dos contra-ataques algarvios.

A verdade é que, além de terem sido "letais" nas rápidas transições ofensivas, os de Olhão foram de uma eficácia extrema, concretizando em golos quase todas as reais ocasiões que criou.

Foram quase 100 minutos de jogo (aos 90 regulamentares, juntaram-se oito de período de descontos), a maior parte deles jogados a um ritmo frenético.

Logo aos quatro minutos, o Olhanense abriu as "hostilidades": boa jogada de Babanco pela esquerda, com Abdi, antecipando-se a Paulo Vinícius, a aproveitar o centro do defesa esquerdo para desviar para a baliza defendida por Beto.

O Braga respondeu de pronto e, cinco minutos depois, Hélder Barbosa rematou no "coração" da área após bom trabalho de Rúben Micael na esquerda e empatou a partida.

Aos 14 minutos, com tudo para marcar, Douglão cabeceou por cima após excelente centro de Barbosa e, aos 22 minutos, Rúben Micael falhou de forma incrível o golo, apesar da boa defesa de Bracali, após assistência de Éder.

O Braga tinha grande caudal ofensivo e o segundo golo parecia questão de minutos, mas talvez convencido disso, o seu meio-campo concedeu uma autêntica "autoestrada" a Ivanildo que, depois de galgar vários metros pelo centro do terreno, desferiu uma "bomba" que ainda desviou em Douglão e traiu Beto.

Aos 31 minutos, Éder podia ter empatado, mas cabeceou à figura de Bracali e seria o Olhanense a dilatar o marcador, aproveitando uma defesa do Braga muito "macia": centro de Abdi da esquerda e Ivanildo, muito rápido a surgir nas costas de Douglão, a bisar.

O Sporting de Braga veio do intervalo cheio de vontade de inverter o rumo da situação e aos 48 minutos reduziu mesmo, por Douglão, de cabeça, após livre de Hugo Viana da direita.

Contudo, aos 56 minutos, um "balde de água gelada" para a equipa minhota: contra-ataque rapidíssimo a colocar Yontcha na "cara" de Beto, o avançado rematou contra o guarda-redes, mas a bola ressaltou em Rúben Amorim, que a introduziu inadvertidamente na própria baliza.

A equipa bracarense sentiu o quarto golo e quase sofria o quinto, mas o cabeceamento de Maurício foi ao poste, após um canto da esquerda (62), dois minutos depois de ambos os treinadores terem mexido, com Peseiro a arriscar tudo e a passar a jogar com três defesas apenas.

O Braga tentava chegar ao golo, mas sem muito discernimento, e o Olhanense parecia ter o jogo controlado, mas um remate ao poste de Mossoró parece ter feito acreditar a equipa que, no minuto seguinte marcou mesmo, por Éder, após um bom centro do médio brasileiro (81).

Os últimos minutos foram passados junto da área algarvia, com Douglão a ajudar como ponta-de-lança e, aos 90+4, foi mesmo o central brasileiro a desviar, já na pequena área, após centro de Ismaily.

Lusa

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