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O líder do CFC, José Vitorino, sustentou que aquele défice de 2011 se deve a “uma macabra golpada político-eleitoral”, pois o atual executivo municipal “atrasou em um ano a apresentação do plano financeiro” com o objetivo, disse, de a Câmara ter mais dinheiro nos dois anos anteriores às eleições de 2013.

“Em 2010, ter-se-ia conseguido o empréstimo de 48 milhões de euros e compradores para o património, mas em 2011 já não é possível, devido à má conjuntura económica”, disse, acusando a coligação PSD/PP de agir “com compadrios partidários, opções ruinosas, falta de transparência e esbanjamento”.

José Vitorino acusou ainda os deputados da maioria e do PS na Assembleia Municipal de terem um comportamento “antidemocrático”, votando sistematicamente contra as propostas das demais forças em plenário, o CFC, o Bloco de Esquerda e a CDU.

“O PS é cúmplice ou autor da violação das leis e da democracia aí cometidos, com manchas negras maiores na falta de respeito aos autarcas membros do órgão e por se permitir que os munícipes saiam das reuniões sem obter respostas do presidente da câmara”, sustentou.

Evocou ainda vários pontos em que a maioria que suporta o executivo municipal e os socialistas “têm estado de acordo”, como as portagens na Via do Infante, a eliminação de freguesias do concelho e o adiamento da regionalização administrativa.

O líder do CFC enunciou vários aspetos do que apelidou de “colapso financeiro da câmara”, incluindo “20 milhões de euros que irão para as demolições” na Praia de Faro.

Enunciou também 5 milhões de euros “que ilegalmente não foram levados às contas da empresa municipal Fagar para 2011, como reembolso de um empréstimo de curto prazo” e “um buraco escondido” de 2,3 milhões de euros na construção da urbanização do Restelo numa Urbanização de habitação social a construir no Montenegro.

José Vitorino acusou ainda Macário Correia de “esbanjamento em viagens e outros gastos”, aquando da sua viagem a São Paulo e Argentina.

“[Tentou fazer] dos munícipes tolos, dizendo que ia trazer investidores para as alienações, mas como já se viu não veio nenhum investidor, apesar do Brasil e Argentina não estar em crise. Era tudo mentira”, disse.

Lusa
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