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"É uma irresponsabilidade alterar o estabelecido e depois aparecer mais tarde e dizer que a culpa é do Tribunal de Contas, querendo fazer daquele tribunal um bode expiatório face aos problemas de limpeza nas ilhas e na manutenção dos espaços verdes que se verificam esta ano”, acusou hoje José Vitorino, em conferência de imprensa.

O antigo autarca classifica ainda de “inqualificável” que Macário Correia tenha responsabilizado o TC face aos protestos das populações face à falta de manutenção dos espaços verdes e problemas de limpeza nas ilhas.

Segundo o ex-autarca, e líder do grupo de cidadãos “Com Faro no Coração”, os contratos que a Câmara de Faro fez com a empresa municipal Fagar são “ruinosos” para a autarquia e a fatura a pagar será de “cinco milhões de euros em três anos”, um valor que acresce em cerca de um milhão se as limpezas continuassem a cargo da autarquia.

“Desafiamos a Câmara de Faro a demonstrar que com a Fagar, os custos dos serviços são menores”, declarou José Vitorino, acrescentando que a “ruína é de centenas de milhar de euros” que seriam vitais, por exemplo, para clubes e instituições sociais e culturais.

A Lusa contactou o autarca Macário Correia que disse que não “queria comentar o caso”.

Macário Correia (PSD), a 12 de julho, manifestou vontade em enviar uma carta ao presidente do TC para contestar o atraso na atribuição de vistos que interferiu na celebração de contratos de limpeza de espaços verdes e frentes balneares, processo que, diz, deveria ter demorado 30 dias mas que acabou por demorar 100.

O TC, contudo, negou, no mesmo dia, qualquer responsabilidade no atraso da atribuição de vistos cuja demora terá alegadamente adiado a execução de contratos entre a Câmara de Faro e a Fagar para a limpeza de áreas verdes e balneares.

Os contratos, celebrados no final de março, referem-se à transferência de competências para a Fagar, empresa até agora responsável pela gestão de águas e resíduos, na limpeza de jardins e das ilhas de Faro.

Membros da Associação de Utentes da Ilha de Faro (AUIF) têm reclamado da falta de limpeza de areia que se acumula nos acessos públicos daquela praia, atribuição que está em fase de transferência para a Fagar.

Lusa

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