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JOTA-JOTI mostrou aos escuteiros algarvios a importância do radioamadorismo em situações extremas de calamidade

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo
Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

Cerca de 110 elementos do Corpo Nacional de Escutas no Algarve (CNE) participaram no último fim de semana na edição deste ano do JOTA-JOTI (Jamboree On The Air – Jamboree On The Internet), um evento internacional destinado a escuteiros, organizado pelo World Organization of the Scout Movement (Organização Mundial do Movimento Escutista) que tem como objetivo promover a comunicação entre aqueles jovens através de radioamador e da internet a partir de diversos pontos do mundo.

A participação algarvia na atividade com mais de um milhão de escuteiros de mais de 150 países teve lugar este ano em São Brás de Alportel, na Escola EB 2,3 Poeta Bernardo de Passos, onde esteve sedeada a estação regional de radioamador do CNE, coordenada pelo seu Departamento Regional de Radioescutismo, e onde os participantes ficaram acampados.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

Os escuteiros algarvios participantes na 62ª edição do JOTA e a 23ª do JOTI, incluindo os 22 dirigentes, eram oriundos dos Agrupamentos 1330 São Brás de Alportel, 290 Loulé, 587 Alcantarilha, 413 Ferragudo (marítimos) e 1052 Quarteira.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

A atividade teve início na sexta-feira à noite, após o check in com a realização do fórum “Geração Digital”. “Uma das coisas que foi salientada no fórum foi a importância do radioamadorismo em situações extremas de calamidade, em que tudo o resto – a tecnologia à qual estamos habituados com telemóveis e internet – vai abaixo e a única coisa que consegue funcionar é o rádio para conseguirmos mensagens a longa distância com o mínimo de tecnologia possível”, adiantou ao Folha do Domingo o chefe do Agrupamento de São Brás de Alportel que colaborou na organização da edição deste ano do JOTA-JOTI.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

José Neutel acrescentou que o fórum, para além de ter abordado a razão de ainda se utilizar o radioamadorismo nos dias de hoje e para que serve, fez também referência às origens do JOTA e do JOTI e apontou quais as vantagens de comunicação através da internet com o mundo inteiro. Aquele dirigente assegurou que um dos objetivos daquela atividade é “plantar uma pequena semente” nos escuteiros para que no futuro sintam vontade de “aprofundarem um pouco mais sobre aquilo que é a comunicação através das ondas de rádio”.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

O JOTA-JOTI, propriamente dito, teve início após a mensagem de abertura do chefe nacional do CNE, Ivo Faria.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo
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Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo
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O sábado foi um dia dedicado a ateliês, através dos quais cada um dos escuteiros teve possibilidade de redescobrir algumas técnicas do JOTA como o código alfanumérico em que trabalharam com rádios e fizeram também e treinaram o código homógrafo. Os participantes construíram ainda um telefone com latas e fio, onde aprenderam um pouco da física da transmissão do som, uma pilha, utilizando moedas de cinco cêntimos, para alimentar uma chave morse para poderem também trabalhar a transmissão através daquele código.

Ao longo do JOTA-JOTI, os escuteiros, organizados por patrulhas ou equipas, tiveram de contactar um número pré-estabelecido de escuteiros de determinados países para conseguirem conquistar códigos por forma a preencherem um cartão de “bingo” e assim alcançarem o primeiro prémio. À medida que iam contactando com escuteiros de outras partes do mundo inscreviam os países num mural próprio.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

No domingo, a atividade prosseguiu com a eucaristia presidida pelo pároco de São Brás de Alportel e assistente do agrupamento local do CNE, padre António Farias, e, após o almoço, terminou com a entrega de insígnias e prémios e a cerimónia de encerramento.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

 

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