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Jovens algarvios marcados por encontro com milhares de outros europeus para rezar na passagem do ano

Muitos dos jovens algarvios que participaram em Madrid (Espanha), de 28 de dezembro a 1 de janeiro, no 41º Encontro Europeu de jovens promovido pela Comunidade Ecuménica de Taizé destacam como um dos aspetos mais marcantes daquela experiência a oportunidade de se reunirem com tantos outros participantes com o mesmo propósito de rezar a Deus na passagem do ano.

Outro dos aspetos mais valorizados pelos 43 algarvios participantes naquele encontro, que muitos classificam como uma das melhores experiências das suas vidas, foi o acolhimento pelas paróquias e famílias que tornou a vivência ainda mais especial.

Um desses jovens é Hélio Sousa, da paróquia da Fuseta, que testemunha ao Folha do Domingo que o encontro lhe mostrou que “Jesus está em pequenas coisas” como “um simples sorriso ou um simples abraço”. Aquele jovem diz que o que mais o marcou foi “ter conhecido um grupo de oito pessoas de outra paróquia que o aceitou” como é e o “acolheu de braços abertos”.

David Pereira, da paróquia de Estômbar, destaca as orações e as partilhas nos grupos de reflexão e conta como foi fazer a passagem de ano em oração. “Passar os últimos minutos de 2018 e começar o ano 2019 a rezar junto à cruz foi uma sensação única, uma sensação de felicidade”, diz.

Beatriz Francisco, da paróquia de Ferragudo, também valoriza o encontro de culturas. “É através destes pequenos encontros que crescemos, quer na fé quer como pessoas”, acrescenta.

Joel Martins, da paróquia de São Luís, também diz ter sido “uma das melhores experiências” que já vivenciou. Aquele jovem diz que o que mais o marcou “foi sem dúvida as amizades” que fez.

Da comunidade de São Paulo (Patacão) da paróquia de São Pedro de Faro, Daniela Horta considera a participação no encontro “uma das melhores experiências” que já viveu e destaca o acolhimento e o apoio da família que a recebeu e que fez questão de participar sempre com ela nas orações da manhã. “É gratificante ver a forma como nos acolheram e confiaram em nós”, refere.

Por outro lado, aquela jovem diz ainda ser “muito enriquecedor” “ver que milhares de jovens, vindos de vários países, reuniram-se em Madrid, todos com o mesmo objetivo”.

Outra das jovens acolhida pela mesma família foi Mariana Horta. “Tal como acontece em Taizé, pudemo-nos sentir parte de uma comunidade, unificada na oração, reflexão e contacto com Deus e com os outros”.

Magda Lourenço também ficou na casa da mesma família e diz que a presença no Encontro Europeu a “marcou bastante a nível espiritual e de comunhão com Deus”. A irmã, Beatriz Lourenço, acolhida por outra família reconhece que essa experiência foi mesmo a que mais a marcou. “É incrível como as pessoas podem ser tão hospitaleiras para com uma pessoa que não conhecem de lado nenhum. Fiquei alojada na casa de uma senhora já de idade, que não sabia falar inglês, juntamente com uma rapariga ucraniana. O facto de as línguas serem diferentes não foi um entrave para que se gerasse um bom ambiente durante estes cinco dias”, conta, acrescentando ter-se sentido “como se estivesse em casa”.

“Foi importante encontrar-me comigo mesmo e na oração colocar as minhas dúvidas, fraquezas e ambições de um ano que findou e outro que agora inicia”, diz Micael Coelho, que também acrescenta que o que mais o marcou foi o acolhimento da família onde ficou alojado.

A irmã, Carolina Coelho, pertencente ao grupo do 10º ano da catequese da comunidade do Patacão, os mais novos que foram a Madrid, diz ter percebido no encontro que Deus lhe fala permanentemente para transmitir as “coordenadas” do caminho a seguir. “Abri as portas do meu coração para a oração”, acrescenta.

Matias Fontana, do mesmo grupo, considera que o mais marcante foram “os momentos de oração e os grupos de partilha e reflexão”. “Ficarmos a conhecer um pouco mais do que se passa noutros cantos da Europa, debatermos assuntos importantes do mundo, da religião e pessoais, foi sem dúvida importante para crescermos um pouco mais”, sustenta.

Carolina Germano, do mesmo grupo, também refere que o acolhimento das famílias e paróquias foi o que mais o marcou e que a experiência de Madrid serviu para o “ajudar a aprofundar a espiritualidade de Taizé”.

Marlene Carlos, também do mesmo grupo, também diz que o mais a marcou foi a “quantidade de pessoas reunidas para as orações da noite” e a união em torno desse momento. Aquela participante diz que o encontro a ensinou a “ver o mundo de uma forma diferente” e deu-lhe a oportunidade de “ouvir testemunhos de jovens de outros países”.

Sara Pires, ainda do mesmo grupo, também destaca a experiência de “conhecer diferentes pessoas de vários países, mas com o mesmo fim” que ela: rezar. Aquela jovem confessa que o que mais a marcou foi o silêncio que aqueles milhares de pessoas conseguiam fazer nas orações comunitárias. “Para mim estar presente neste encontro foi importante para ter noção que apesar das diferentes nacionalidades, culturas e tradições conseguimos todos orar com a palavra de Deus”, acrescentou.

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