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Jubileu dos Consagrados a trabalhar no Algarve foi celebrado em Silves

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Foto © Samuel Mendonça

Os consagrados – sacerdotes, irmãos ou irmãs, pertencentes a um(a) instituto/congregação religioso(a) – a trabalhar na Igreja do Algarve celebraram ontem o seu jubileu no contexto deste Ano Santo da Misericórdia proclamado pelo papa Francisco (dezembro de 2015 a novembro de 2016).

A celebração, participada por cerca de 32 consagrados algarvios e que teve lugar em Silves, teve início com um encontro no salão paroquial, presidido pelo bispo do Algarve, também ele pertencente a uma congregação religiosa, a Congregação dos Sacerdotes do Coração de Jesus (dehonianos).

Após lembrar os religiosos que celebram este ano 25 e 50 anos da vida consagrada, bem como as efemérides de institutos religiosos, D. Manuel Quintas salientou que os consagrados “são aqueles que falam, sobretudo, pela sua vida, por aquilo que são”. “Não devemos esquecer que aquilo que qualifica o que fazemos é o que somos, são os princípios que inspiram a nossa vida”, advertiu, lembrando que “a vida consagrada é profecia”. “A profecia é aquela dimensão que nasce do batismo. Somos chamados a anunciar o evangelho, anúncio que, pela sua força e autenticidade, se transforma tantas vezes em denúncia”, explicou.

Acrescentando que “se a vida consagrada está no coração da Igreja, a profecia está no coração da vida consagrada”, o prelado frisou que “não há nada”, nem “nenhuma opção de ordem pastoral” que possa levar um consagrado a deixar de viver esta dimensão profética, porque “isso seria contradizer aquilo que é a vida consagrada”. “A diversidade de institutos é já expressão desta profecia, desta dimensão e desta presença do Espírito [Santo] na Igreja”, considerou.

Após o encontro, que contou com alguns testemunhos de religiosos sobre os seus sobre os seus institutos e também sobre a sua vida de consagração, realizou-se a eucaristia na Sé de agradecimento, “não apenas pelo dom da vida consagrada em si mesma, mas pelo dom dos consagrados”, da sua presença e do seu serviço na Igreja algarvia.

Na celebração, que teve início com o rito de aspersão com a água benta, o bispo do Algarve voltou a lembrar que “na Igreja e na vida consagrada o testemunho deve ser algo que contagia, que fala mais do que as palavras”.

D. Manuel Quintas lembrou ser “por causa de Cristo e do evangelho que alguém dedica toda a sua vida” àquele modo de consagração. “Os consagrados são aqueles que têm um coração universal, aberto ao mundo. Aquilo que os define é a vocação, a consagração e também a missão. Consagrados são aqueles que procuram atualizar a sua vida de maneira simples, despercebida, desconhecida, como fermento e sal que tempera, dá gosto e sabor à vida e transforma e incute esperança. É deste modo que os consagrados realizam a sua vocação, consagração e missão”, explicou.

O bispo diocesano lembrou o Ano da Vida Consagrada, proclamado pelo papa Francisco (30 novembro de 2014 a 2 de fevereiro de 2016) e que agora foi encerrado no Algarve. “Este ano levou-nos a olhar para o passado com gratidão, sem nostalgia, sem estar fixos no passado, com criatividade porque é preciso viver o presente com paixão, mesmo que não entendamos muitas vezes o mundo em que vivemos porque está muito cheio de contrastes. É este mundo que é o nosso e é a ele que nós somos enviados a anunciar a pessoa de Cristo e do evangelho”, afirmou.

Neste sentido, D. Manuel Quintas desafiou os consagrados a “abraçar o futuro com esperança, apoiados mais na força de Deus” do que nas suas próprias qualidades e capacidades. “Que bom que seria que este Ano da Vida Consagrada tivesse constituído para todos nós um tempo de renovação interior, de olhar para o futuro com esperança, mesmo que seja de modo diferente do que foi o tempo passado ou do que está a ser o tempo presente. Isso acontecerá se dermos espaço na nossa vida para a ação de Deus e de maneira particular para a ação do Espírito Santo”, concluiu.

Após a homilia, a eucaristia prosseguiu com um dos momentos mais marcantes: a renovação das promessas batismais dos consagrados e a sua passagem pela «Porta Santa» daquela igreja jubilar, a porta do batistério. De seguida teve lugar a renovação dos votos de consagração das irmãs que estão este ano a comemorar 50 e 25 anos de vida consagrada, sendo que no final da eucaristia uma delas apresentou o seu testemunho vocacional.

Depois da eucaristia, seguiu-se o almoço na Quinta Pedagógica de Silves.

O Jubileu dos Consagrados foi promovido pelo Secretariado Regional do Algarve da CIRP – Conferência dos Institutos Religiosos de Portugal.

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