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Desperdicio_alimentar_fruta_feiaOs municípios de Loulé e São Brás de Alportel assinaram hoje um protocolo que os integra num projeto europeu de combate ao desperdício alimentar e de promoção do consumo responsável e do acesso à alimentação.

O projeto “Não desperdice o nosso futuro” visa criar uma aliança europeia de jovens e autarcas no Ano Europeu para o desenvolvimento, tem a duração de dois anos e envolve sete países europeus.

Em Portugal, envolve os concelhos de Loulé e São Brás de Alportel e a Associação In Loco num trabalho que, segundo a perita externa do projeto Vanessa Sousa, se vai desenvolver em duas frentes, com as autarquias e os jovens.

Apesar de o projeto colocar a tónica na promoção de ações de sensibilização e reflexão que permitam identificar onde existem desperdícios alimentares nos dois concelhos que estejam ainda em perfeitas condições de consumo, desafia os participantes a tentarem encontrar soluções para canalizarem esses alimentos para quem tem falta dos mesmos.

No caso do concelho de Loulé, já existem projetos, como os núcleos Refood, que envolvem empresas de restauração que doam os alimentos que sobram e depois são entregues a um conjunto de cidadãos que carecem de ajuda neste âmbito.

Segundo Vanessa Sousa, o programa “Não desperdice o nosso futuro” irá trabalhar com projetos de atuação direta no combate ao desperdício e que promovem o acesso à alimentação.

Esta responsável explicou que este ano as sessões escolares vão concentrar-se nos alunos das escolas secundárias que, no próximo ano letivo, vão ser responsáveis pela organização de sessões semelhantes com alunos do primeiro ciclo.

Os jovens participantes dos sete países envolvidos no projeto, e os seus professores, vão ser convidados a desenhar o documento final de uma carta europeia sobre esta temática.

Uma carta que Vanessa Sousa considera que vai permitir construir respostas locais e com impacto nas comunidades.

A introdução de alterações na legislação que norteia as contratações das refeições escolares é uma hipótese que, segundo a perita externa do projeto, podia ser benéfica se, por exemplo, permitisse que a contratação das refeições alimentares privilegiasse a utilização de produtos locais.

A nível nacional o projeto integra apenas dois municípios, mas os seus promotores estão a desenvolver materiais didáticos que possam ser utilizados futuramente em outras escolas portuguesas e já estão a entrar em contacto com direções regionais de educação com a expectativa de que possa ser replicado em outras zonas do país.

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