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O Governo propõe a isenção da cobrança de portagens em 46 municípios atravessados pelas sete SCUT (autoestradas sem custos para o utilizador) caso seja alcançado um acordo, segundo uma informação divulgada hoje pelo Ministério das Obras Públicas.

“Estas propostas de manhã para tarde e de um dia para o outro, com esta confusão total e injustiça é sinal de que o Governo perdeu o pé”, diz o social democrata Macário Correia depois de confrontado com a proposto do Governo de isentar 46 municípios de portagens que apresentem um índice de poder de compra abaixo da média nacional.

Em declarações à Lusa, o autarca de Faro e presidente da AMAL, entidade que representa os 16 municípios algarvios afirma que é “caricata” a proposta do governo em isentar cinco municípios no Algarve.

“No caso de Faro, então, todos pagariam portagem e em Olhão ninguém pagava portagem, ou seja os ricos de Olhão não pagariam portagem e os pobres de Faro pagavam. Isso seria caricato”, exemplifica o autarca, acusando o Governo ter entrado numa “anarquia de propostas”.

“Acho que o Governo perdeu a serenidade, perdeu a confiança e a segurança em si próprio”, entrando “numa anarquia de propostas que mudam de manhã para a tarde, e de um dia para o outro”, afirmou.

O autarca pediu ao Governo para “terem o bom senso de se calarem por algum tempo”.

“Pensem nas coisas e só falem quando naturalmente vejam que sabem o que vão dizer”, apelou Macário Correia, recordando a falta de coerência de José Sócrates e do Governo que em dezembro do ano passado defenderam “alto e bom som” e com “outdoors” a não introdução de portagens na via do Infante.

O presidente da Câmara de Faro opõe-se a uma eventual introdução de portagens na Via Infante por considerar que “não existe uma via alternativa” e que a região “só perde” em termos económicos.

Os municípios do Algarve que preenchem o critério de isenção proposto pelo Governo – o Índice de Poder de Compra Concelhio (IPCC) – são Vila Real de Santo António, Olhão, Tavira, Silves e Lagoa.

Lusa

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