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Macário Correia, no decorrer da apresentação do último livro do historiador Teodomiro Neto, no passado dia 24 deste mês, na Sé de Faro, disse ser “deprimente” entrar no edifício porque este não é limpo há mais de um ano. “Ao invés de o edifício estar ao dispor de uma qualquer instituição que faça ali qualquer coisa, que o limpe e utilize aquela sala que tem monumentalidade, está abandonado contra a minha vontade”, lamentou o autarca.

“Este Governo, numa curiosa ideia que nem comento, entendeu que o edifício do Governo Civil devia ser para outro organismo do Ministério da Administração Interna e, depois de várias hipóteses, foi entregue ao Serviço de Estrangeiros e Fronteiras que irá passar para ali mas consta que anda com dificuldade de arranjar verbas mínimas para fazer a adaptação do edifício à sua respetiva função”, acrescentou o presidente da câmara.

Macário Correia considerou ainda uma “decisão ridícula”, a deliberação do Governo de “ficar com uma ou duas salas nos 18 edifícios que pertenciam aos Governos Civis – o gabinete que pertencia ao governador e o salão nobre –, supostamente para atos governamentais”. “Nestes quase dois anos, após a desativação do Governo Civil, houve uma única cerimónia ali e não esteve lá nenhum membro do Governo. Estive eu e os bombeiros do Algarve”, concluiu o autarca.

Samuel Mendonça

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