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Em declarações à Lusa, o também presidente da Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL) considerou que sem uma autoridade que coordene o sistema de transportes não se consegue uma melhoria dos serviços.

“Não há articulação entre os horários dos aviões, comboios, autocarros e barcos. É preciso uma entidade que junte à mesma mesa os operadores e os utentes e que articule toda a rede de transportes urbanos”, considerou.

Macário Correia falava à Lusa à margem do 2.º Fórum Participativo do Estudo de Mobilidade Interurbana do Algarve Central (EMI), que no sábado decorreu numa escola em Faro e que foi aberto à população.

O estudo, desenvolvido pelos municípios de Faro, Albufeira, Loulé, Olhão, S. Brás de Alportel e Tavira, visa analisar as necessidades de mobilidade da população no Algarve Central e propor medidas para melhorar o sistema transportes do território abrangido.

Os seis concelhos, que formam um núcleo em torno da capital algarvia, são aqueles aonde se regista um maior movimento pendular de passageiros, devido à maioria de os serviços públicos estar concentrada em Faro.

O autarca referiu que muitos habitantes se queixam da falta de articulação entre os diversos meios de transporte, o que leva a que, muitas vezes, percam tempo desnecessário para percorrer distâncias relativamente curtas.

Lembrou ainda que uma melhor articulação no sistema de transportes seria também benéfica para os turistas e sugeriu a criação de passes articulados entre os diversos operadores.

Segundo Macário Correia, a criação de uma entidade daquele género – que já existe, por exemplo, em Lisboa e no Porto -, não representaria mais despesa pública nem o acréscimo de funcionários públicos.

“Funcionaria como uma rede composta por representantes das diversas entidades, e no futuro contribuiria para uma poupança de tempo em deslocações e para o aumento da produtividade dos trabalhadores”, disse.

A criação de uma espécie de junta metropolitana dos transportes no Algarve é uma aspiração antiga do presidente da AMAL, que afirmou que há doze anos que anda em reuniões com os sucessivos governos sobre a matéria.

“Foram criados três grupos de trabalho, já há relatórios feitos e está tudo estudado. Agora só falta que haja um Governo com vontade de por em prática as ideias que já existem”, concluiu.

O estudo é cofinanciado por fundos comunitários do FEDER, ao abrigo do PO Algarve 21 através da operação: “Política de Cidades – Redes Urbanas para a Competitividade e Inovação”.

Lusa

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