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Em declarações à agência Lusa, Jorge Fernandes, um dos responsáveis do circuito algarvio, fez um balanço “muito positivo” do evento, que se realizou pela primeira vez e por onde passaram cerca de 6000 pessoas ao longo de todo o dia.

A iniciativa pretendeu assinalar os 36 anos do 25 de Abril, tendo atraído àquela infraestrutura desportiva, pessoas de várias regiões do Algarve, turistas de várias nacionalidades entre os quais alguns cidadãos espanhóis, que se deslocaram propositadamente do outro lado da fronteira para experimentarem o circuito.

“Foi um êxito total, porque superou todas as nossas expetativas. Não estávamos à espera de tanta afluência”, destacou Jorge Fernandes, apontando as dezenas de carros que, a cerca de meia hora de encerrar a venda de bilhetes, ainda aguardavam para entrarem em pista.

Mediante um pagamento de cinco euros, os condutores efectuavam duas voltas, podendo transportar passageiros nas viaturas, tendo alguns deles, “repetido duas e três vezes a série de duas voltas”.

“É uma forma de cativar as pessoas e permitir que tomem contacto com uma das melhores pistas a nível mundial”, sublinhou aquele responsável, apontando a variedade de veículos que por ali passavam”.

“Tem aparecido um pouco de tudo, desde automóveis ligeiros, de mercadorias, motociclos e motorizadas”, destacou.

Comissários colocados ao longo da pista, controlavam os excessos de alguns condutores, e asseguravam a segurança do evento, dado que circulavam vários veículos ao mesmo tempo no circuito.

“Queremos manter a segurança de todos para que a iniciativa seja uma festa”, concluiu.

A maioria dos condutores classificou como “muito positiva” a possibilidade de conduzir no autódromo algarvio, e manifestou o desejo de “repetir assim que for possível”.

Após terminar a série de duas voltas, António Sérgio, acompanhado pela mulher e pelo filho, manifestou-se “agradado com a esperiência” de conduzir a sua monovolume num circuito autómóvel.

“Foi muito bom. Apenas conhecia o circuito por fora, como espetador e pela televisão. Soube da iniciativa e aproveitei”, observou aquele morador em Olhão, cidade algarvia situada a cerca de 80 quilómetros do AIA.

Quem também aproveitou para “acelerar” o seu BMW na pista algarvia foi o espanhol Pablo Guinaro, enfermeiro em Portugal e “um amante” confesso da velocidade.

“Estava em Espanha a gozar folgas, e antecipei a minha vinda propositadamente para acelerar aqui”, disse à Lusa aquele profissional de saúde, que admite “andar com velocidade nas autoestradas”, sempre que pode.

Além dos cerca de 800 condutores que não quiseram perder a oportunidade de conduzir no circuito algarvio, classificado por muitos pilotos profissionais como “um dos melhores do mundo”, a organização estima que cerca de 6000, tenham passado hoje pelo Autódromo Internacional do Algarve.

Lusa

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