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Foto © Luís Forra/Lusa

As análises aos resíduos que deram à costa das ilhas-barreira na Ria Formosa na quarta-feira revelaram tratar-se de óleo de palma, disse na sexta-feira à Lusa o capitão do Porto de Faro, Cortes Lopes.

Segundo aquele responsável, a capitania do Porto de Olhão já encetou uma investigação para encontrar os responsáveis pelo despejo destes resíduos no mar.

Entre as hipóteses de investigação está a possibilidade de despejo por um navio que tenha passado ao largo da costa algarvia antes de 04 de janeiro, dia em que foi detetada uma mancha de espuma branca e amarelada entre as ilhas da Armona, Culatra, Farol e Deserta.
O capitão do Porto de Faro adiantou que, após determinação dos responsáveis, ainda é preciso averiguar se se tratou de despejo propositado ou acidental, embora de qualquer das formas exista moldura legal e terão de ser assumidas responsabilidades.

As autoridades encetaram na sexta-feira os trabalhos de limpeza dos resíduos que a maré fez chegar aos areais das ilhas-barreira na Ria Formosa.

O capitão do Porto de Olhão, Nunes Ferreira disse à agência Lusa que na sexta-feira os trabalhos de limpeza contaram com 40 elementos da Autoridade Marítima Nacional e da Marinha e observou estar a ser “um bocadinho complicado fazer a remoção” do material porque “se desfaz” e “tem que ser recolhido com algum cuidado”.

As capitanias dos Portos de Faro e Olhão trabalharam com as restantes entidades, como as câmaras municipais, o Parque Natural da Ria Formosa e as associações de moradores dos núcleos habitacionais das ilhas-barreira, e no fim-de-semana centenas voluntários integraram os trabalhos.

O capitão do Porto de Faro, Cortes Lopes, adiantou que a limpeza é complexa e “vai demorar muito”, apesar de as autoridades estarem empenhadas em conseguir retirar o máximo de resíduos até à próxima quarta-feira, 11 de janeiro, para evitar as marés vivas.

“Se estivéssemos perante uma situação deste tipo no continente, as coisas seriam mais fáceis, mas como estamos a trabalhar nas ilhas, a logística é mais complicada porque é necessário transportar materiais ou pessoal para as zonas afetadas e depois o material recolhido”, exemplificou o comandante Nunes Ferreira.

A dimensão da mancha atingiu cerca de 14 quilómetros.

com Lusa

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