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"Eu não apoio ninguém se não isso [o candidato que o partido decidir apoiar]. Se for o Manuel Alegre, veremos, mas acho que não, que eu também tenho uma coisa muito importante, que é a minha consciência", disse.

Mário Soares falava hoje na abertura do 16.º Congresso de Medicina Interna, em Vilamoura, onde falou sobre o contributo dos médicos para a República na conferência "Os Médicos da República".

"Neste momento não quero falar, não tomei posição", reiterou, acrescentando que prefere esperar pelo que dirá o partido para se pronunciar, já que, como militante do PS, é "respeitador" do partido, diz.

"Já houve reuniões com autarcas, deputados, agentes das diferentes federações do PS em todo o país e hão de chegar a uma conclusão, espero eu", afirmou o antigo chefe de Estado português.

Mário Soares escusou-se também a pronunciar-se sobre a candidatura de Fernando Nobre, afirmando que a imprensa não deve mobilizar-se em torno de um "fait divers" e de "hipóteses", o que seria "perder tempo".

O antigo estadista frisou ainda que "sempre pensou pela sua cabeça", lembrando o episódio em que suspendeu as suas funções como secretário geral do partido para não apoiar Ramalho Eanes e que o partido ficou do outro lado.

"Não me importei nada com isso, porque pensava segundo a minha consciência e foi o que fiz", notou.

Lusa

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