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Meia centena de pessoas manifestou-se à porta de hospital de Faro

Cerca de 50 pessoas manifestaram-se na segunda-feira junto do Hospital de Faro em defesa do Serviço Nacional de Saúde (SNS) e contra as dificuldades de atendimento no Centro Hospitalar Universitário do Algarve (CHUA).

O protesto juntou dirigentes políticos regionais e autarcas, maioritariamente do PSD, sindicalistas e o deputado Cristóvão Norte (PSD), que deu voz à indignação dos manifestantes para reivindicar a antiga promessa de construção de um novo hospital central para o Algarve.

Junto a uma das portas de entrada da unidade de Faro do CHUA – que integra também os hospitais de Portimão e Lagos -, Cristóvão Norte afirmou aos jornalistas que Portugal “não tem um problema no número de médicos, mas sim na distribuição geográfica”, numa alusão à falta de profissionais que tem colocado em causa serviços como a maternidade e a obstetrícia em Faro e em Portimão.

O deputado do PSD eleito pelo círculo de Faro defendeu que devem “ser avaliados todos os mecanismos para que os utentes algarvios não sejam privados dos serviços de saúde”, inclusivamente, “criar um caráter de obrigatoriedade” que garanta esse acesso.

Cristóvão Norte lembrou que o novo hospital central no Algarve “em 2006 foi colocado como segunda prioridade” para novos equipamentos de saúde devido ao memorando de assistência financeira assinado com a ‘troika’, mas, em 2016, “o Governo decidiu lançar cinco novos hospitais”, sendo que a região algarvia “ficou de fora”.

O parlamentar social-democrata acredita que, apesar de não resolver todos os problemas da saúde na região, uma nova unidade central de saúde no Algarve seria um “ponto de fixação de novos médicos na região e de progressão da sua carreira”.

Já João Dias, da direção regional de Faro do Sindicato Independente dos Médicos (SIM), justificou a sua presença no protesto com a necessidade de “defesa do SNS” e negou haver “uma colagem a qualquer partido” nesta ação.

O sindicalista defendeu que para resolver o problema da fixação de médicos no Algarve é necessária uma discriminação positiva ou “beneficiação por interioridade, como acontece na Madeira”.

Esta política incentivaria os profissionais a “ficarem no SNS”, acabando com as enormes diferenças pagas quando “há contratualizações externas” a valores “três vezes superiores aos que se pagam aos profissionais do SNS”, acrescentou.

O deputado do Bloco de Esquerda João Vasconcelos considerou que o protesto, “independentemente de quem o organizou”, defende a causa “de um SNS para todos”, considerando que a degradação do SNS no Algarve até “começou com o anterior governo” e a fusão de três hospitais para criar o centro hospitalar algarvio.

Esta decisão trouxe ao Algarve um agravamento da “falta de médicos, de enfermeiros, de técnicos de diagnóstico e de medicamentos”, declarou o parlamentar, defendendo que o atual Governo “já fez algumas coisas, mas não fez bem o trabalho de casa”.

A aprovação da nova Lei de Bases da Saúde “à esquerda” dá alguma esperança ao deputado bloquista sobre o futuro do SNS, mas João Vasconcelos questionou onde foram aplicados “os 19 milhões de euros aprovados há dois anos para o Centro Hospitalar do Algarve”.

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