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Em comunicado divulgado hoje, o deputado diz ter solicitado ao grupo parlamentar do PSD que convoque o ministro da tutela para ser ouvido na Assembleia da República em conjunto com as comissões do Trabalho e das Obras Públicas.

A Groundforce, que tem como função assistir companhias aéreas em terra, anunciou na quarta-feira o encerramento da operação em Faro como resultado das perdas da empresa, estimadas em 20 milhões de euros só este ano.

Mendes Bota quer saber se na origem desse prejuízo estão realmente alegadas regalias contratuais dos trabalhadores da Groundforce, como diz a administração da empresa, nomeadamente aumentos salariais anuais garantidos de 7 por cento.

O deputado pede, assim, ao ministro das Obras Públicas que esclareça quais os prémios de gestão relativos ao exercício financeiro de 2009 auferidos pelos membros do conselho de administração da Groundforce, discriminadamente e “nome a nome”.

“É moralmente importante conhecer o estatuto remuneratório da administração da Groundforce para se poder avaliar da existência de regalias desajustadas no topo da pirâmide dos recursos humanos e que careçam também de ajustamentos”, frisa.

Mendes Bota estranha que a administração da empresa tenha decidido tomar “medidas tão drásticas” no principal aeroporto turístico do país sem sequer tentar renegociar o acordo de empresa, eliminando as “tais regalias excessivas”.

O deputado do PSD diz que é importante "saber se a Groundforce e as tutelas que sobre ela têm poder abdicaram sequer de tentar outras medidas de gestão no sentido de emagrecer outros custos ou de aumentar os seus proveitos”.

Para Mendes Bota, a empresa optou aparentemente pela “bomba atómica” do encerramento “puro e simples”, com uma “frieza impressionante” e “sem laivos de responsabilidade social” de uma empresa pública.

Lusa

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