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Se os 44 ciclistas inscritos em 2011 representaram um importante declínio no panorama velocipédico luso, depois da grande redução relativamente a 2010 (56 corredores) e a 2009 (78), os 41 deste ano, divididos entre a Carmin-Prio-Tavira, a Efapel-Glassdrive, a LA-Antarte e o Onda-Boavista, assumem-se como o novo recorde negativo.

Este cenário é reflexo da crise económica – traduzida no afastamento de patrocinadores, na redução de orçamentos e na dificuldade de atrair as autarquias – que nos últimos anos assaltou o pelotão nacional.

Mas não só. “O que houve foi uma transformação, que não foi desportiva, foi da sociedade portuguesa, sobretudo ao nível da comunicação social, que fez com que os portugueses perdessem a apetência para as modalidades, porque em Portugal só se fala de futebol”, disse à Lusa o mais antigo diretor desportivo nacional.

Para José Santos esse comportamento prejudica não só o ciclismo, que não perdeu a emoção nem com o encolhimento do calendário e das equipas, mas todas as modalidades, “porque há públicos para todas, mas surgiu uma nova espécie de censura comercial”.

As dificuldades são visíveis numa modalidade que não vive de entradas pagas, no entanto a esperança de dias melhores, segundo o diretor do Onda-Boavista, mantém-se: “Esperemos que a crise não esteja para durar para que possamos dar a volta em 2013, 2014”.

Para já, o pelotão nacional inicia a sua temporada este domingo na Prova de Abertura, que apresenta um percurso de 142 quilómetros propícios aos sprinters e integralmente corrido em Loulé.

Lusa

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